A Parada Gay sempre foi em setembro, no Rio. Cabral -seu entusiasta, participando sempre do beijaço- com temor ao desgaste juntos aos evangélicos e católicos, a transferiu para outubro. Mas não pensava que haveria segundo turno para presidente. Agora, a pedidos da campanha de Dilma, Cabral pediu e conseguiu transferir a Parada Gay para novembro, dia 14. Temor total ao voto conservador, tão importante o foi no primeiro turno. Cabral e Dilma estão escondendo a Parada Gay no armário.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A Parada Gay sempre foi em setembro, no Rio. Cabral -seu entusiasta, participando sempre do beijaço- com temor ao desgaste juntos aos evangélicos e católicos, a transferiu para outubro. Mas não pensava que haveria segundo turno para presidente. Agora, a pedidos da campanha de Dilma, Cabral pediu e conseguiu transferir a Parada Gay para novembro, dia 14. Temor total ao voto conservador, tão importante o foi no primeiro turno. Cabral e Dilma estão escondendo a Parada Gay no armário.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
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Inesquecível
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“Bilhete azul” humilhante ninguém esquece. E Marina Silva não deve apagar da memória sua demissão do Ministério do Meio Ambiente, por ordem de Lula e comunicada por Dilma, com seu jeito brutal de ser.
http://www.claudiohumberto.com.br/principal/
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Os Frutos de Cada Um
Sempre ouvi um ditado que diz: "cada um colhe o que planta", mas nunca havia pensado sobre a amplitude dele, que serve tanto para quando nos referimos a comportamentos e atitudes, como para o plantio propriamente dito. Passei a pensar na educação que tenho visto pais darem a seus filhos e as consequências que isso vem trazendo para a sociedade e, claro, para o país.
A mudança de atitude dos pais, da geração dos meus ou mesmo da minha, que ousaram alterar os padrões tradicionalmente utilizados na educação de filhos, dizendo que um filho não pode ser repreendido como antigamente, que não se pode encostar a mão nele, que se deve educar somente com conversas e tantas outras "modas" do gênero, culminou nisso que aí está.
Penso que com a maior integração da mulher na sociedade economicamente ativa, esta deixou de lado a presença física com os filhos para poder trabalhar, ou mesmo para sair, passear e viajar, com o marido ou com amigos e, ao retornar ao lar, sente-se incapaz de, nos poucos momentos em que se faz presente, reprimir um filho para educá-lo. O mesmo ocorre com o pai, que tradicionalmente já ficava fora o dia todo, e agora entende que a ausência do casal faz com que, nesses poucos momentos, devam buscar só relaxar e brincar com os filhos.
Esses pais passam então a cobri-los de carinhos e presentes, dando-lhes liberdade para fazer e comprar praticamente tudo que estiver ao seu alcance. Não os ensinam a dificuldade que tiveram para ganhar aquele dinheiro e que o mesmo serve para ser utilizado com parcimônia, em coisas importantes e não desenfreadamente. Quando jovens, não os colocam para trabalhar, deixando de fazer, assim, que sintam, na pele, essa realidade, e que, trabalhando, se preparem para a vida adulta, que certamente virá.
Essa liberdade quase que ilimitada gerou jovens despreparados para a vida em sociedade, sem respeito com qualquer outro cidadão ou patrimônios, públicos ou privados, que agridem gratuitamente outros jovens, desrespeitam e agridem, com palavras ou fisicamente, seus professores e, em alguns casos, até os próprios pais.
São jovens que quando herdeiros de patrimônios, muitas vezes conseguidos à custa de muito suor e lágrimas, os destroem com uma facilidade inacreditável, usando carrões, joias, cartões de crédito e celulares, lastreados pelos pais, gastando desenfreadamente em tudo que não necessitam, mas acham bonito ou que, pensam, vão assim se destacar diante de seu grupo social, sua turma. Esses jovens nunca são limitados pelos pais nessas atitudes, os quais, com isso, pensam estar dando felicidade aos filhos.
Atualmente já é possível ver casos em que os próprios pais já são resultado desse tipo de educação e, eles mesmos, os herdeiros, que levaram, juntamente com seus filhos, um padrão de vida que, certamente, em um determinado momento, se tornará insustentável. Tenho visto exemplos muito tristes do resultado dessas atitudes.
Como os pais, pela ordem natural das coisas, deixarão esse mundo antes destes filhos, e o dinheiro certamente acabará ou diminuirá, a ponto de ser insustentável manter o padrão que mantinham, esses jovens certamente serão, no mínimo, desajustados sociais, querendo continuar levando aquela vidinha de sempre sem poder, e sem experiência anterior, despreparados para qualquer tipo de trabalho que busquem, mesmo aqueles que simplesmente os sustentem.
Estarão, nesse momento, colhendo os frutos de sua vida, até então irreal, e da educação que os pais lhes deram, dando-lhes tudo e não os preparando para a verdadeira vida. Foram cobaias de experiências infrutíferas.
João Bosco Leal
Recebido por e-mail.
sábado, 2 de outubro de 2010
ELEIÇÃO DE UMA NOTA SÓ
Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro
Vamos para as urnas em campanha com bom nível, apesar de um bombardeio grande na mídia, especialmente contra o governo e sua candidata, por pecados infelizmente comuns a todos. A repercussão, no entanto, é limitada em função de o candidato de oposição ser fraco no desempenho na televisão e nos contatos populares. Realmente a senadora Marina Silva foi quem mostrou que, com um pouco mais de tempo, poderia ir para uma disputa no segundo turno.
O governo e suas forças também erraram na reação às acusações e evidenciaram velhos cacoetes da esquerda. Faltou um candidato que fosse afirmativo na defesa de princípios da livre empresa, de uma política tributária moderna, eficiente e com menos burocracia. Também não teve candidato que denunciasse a impunidade do MST e outros movimentos que agem com violência e à margem da lei. Nem uma palavra sobre a legislação trabalhista que inibe a criação de novos empregos. No fundo, os três candidatos principais pensam da mesma forma e possuem formação semelhante.
No plano partidário, as alianças regionais foram as mais absurdas e, ao que tudo indica, apesar de tantos escândalos na atual Legislatura, o Congresso não deve ganhar em qualidade. E ainda deve perder nomes de alto nível, como o senador Marco Maciel e o deputado José Carlos Aleluia.
A maioria continuará mais conservadora do que os candidatos presidenciais gostariam – o que pode impedir medidas que venham a ferir a liberdade de empreender e aumentar a presença do Estado na vida das empresas e dos cidadãos. Mas o Senado já não será uma barreira para propostas inconvenientes. Aí, a bancada mineira vai ganhar muita força pelo trio formado pelo ex-ministro e notável engenheiro Elizeu Resende, o líder do Estado Aécio Neves Cunha e Itamar Franco, que foi governador e presidente da República. Uma autoridade política e moral singular. Ana Amélia, que vem eleita do Rio Grande do Sul, pelo PP, deve ser um destaque no Senado, onde atua como jornalista há mais de 25 anos e conhece o ambiente por dentro, pois foi mulher de senador .
O quadro pode melhorar com a presença dos mais jovens, inclusive os que já estão no Congresso e se saíram bem. E outros que retornarão, como Julio Lopes do Rio ou os que assumirão cadeiras ocupadas por seus pais, em todo o Brasil.
Mas a grande conclusão desta eleição é a de que temos de ter reforma política logo. Precisamos de partidos autênticos e não aglomerações obedientes a uma meia dúzia de “cartolas” como são os atuais, com raras exceções.
Precisamos de um partido, de uma voz, de uma liderança. Para a bandeira do conservadorismo esclarecido, do liberalismo econômico, da política de autoridade e da segurança pública com energia, da meritocracia na ocupação de cargos públicos, na agilização dos processos envolvendo casos de corrupção na administração pública, em todos os níveis.
Não se pode construir uma democracia sem a representação do pensamento que une os brasileiros que trabalham no front da livre empresa – desde um agricultor modesto às grandes corporações do agronegócio, desde o modesto lojista do interior ao grande conglomerado industrial. Quem dá emprego e paga impostos, quem forma uma elite positiva tem que ter voz. E tem de ser ouvida. Hoje imperam as candidaturas de baixo nível, a indiferença das classes médias para a escolha de deputados estaduais e federais afinados com seu pensamento. Uma alienação em que não faltaram incoerências históricas , como esta do presidente da FIESP ser socialista.Transcrito da página do jornalista Aristóteles Drummond;
http://www.aristotelesdrummond.com.br/
INTERNET ELEITORAL FINALMENTE APARECEU, MAS DE BAIXO PARA CIMA!
1. Este Ex-Blog já havia comentado sobre o fracasso das candidaturas presidenciais no uso da internet nesta eleição. Todos falavam tanto em Obama e nada disso ocorreu. Provavelmente, porque os candidatos presidenciais e suas equipes íntimas ainda não entenderam que a internet é interativa e dinâmica, em que todos são produtores de conteúdo.
2. Mas já nos últimos 30 dias, a internet surge como poderoso elemento indutor de voto. Não pelas candidaturas, mas pelo movimento realizado a partir da base, de redes sociais, de redes pessoais. E o tema central foram os Valores Cristãos, que impulsionaram uma transferência de intenção de votos de Dilma a Marina e uma projeção para o segundo turno. Alguns vídeos ganharam destaque, como o do Pastor Piragine, que chega a 3 milhões de entradas no YouTube.
3. A força dos fluxos foi de tal ordem que Dilma teve que fazer uma reunião extraordinária com líderes religiosos para dizer que não disse o que disse e que as redes difundiam pela internet. Lula foi à TV e gravou comercial para os dois últimos dias, substituindo a Dilma para dizer que ela não disse o que havia dito e que ele não sabia do PNDH-3 que ele assinou e publicou como decreto no Diário Oficial.
4. Nem os escândalos planaltinos produziram tamanha mobilização, apesar do destaque nas TVs, Rádios e Jornais. O que mexeu mesmo com esta eleição, e pode garantir um segundo turno, foi a força da internet a partir das bases. O debate na TV Globo, onde os candidatos poderiam ter aproveitado fluxos e tendências através do jogo segurança-insegurança, com teses e ideias suas e de seus adversários, foi inócuo, lerdo, passivo e sonolento.
5. Restaram os mesmos fluxos anteriores, multiplicados pela internet e com o mesmo tema: Valores Cristãos. A "agenda" da campanha, tão buscada para contrabalançar a agenda da continuidade de Lula, foi identificada e potencializada pelas redes sociais e pessoais na internet. Com enorme interação e multiplicação. Vindo o segundo turno, ele certamente terá vindo pela força da internet. Claro..., usada adequadamente, e pelos próprios internautas.
Transcrito do Ex-Blog do César Maia (especial) de 2 de outubro.