sexta-feira, 26 de setembro de 2014
PESQUISA DO IBOPE MOSTRA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL INDEFINIDA ESPECIALMENTE EM RELAÇÃO À MARINA E AÉCIO!
1. O último Ibope quis saber do eleitor a certeza dele em relação à sua intenção de voto. 67% dos eleitores potenciais de Dilma afirmaram que a decisão sobre Dilma é definitiva. 57% afirmaram o mesmo sobre Marina. E 61% afirmaram o mesmo sobre Aécio.
2. Aplicando sobre as intenções de voto estas porcentagens, o resultado da mesma pesquisa Ibope seria: 26,2% já decidiram votar em Dilma; 16,5% já decidiram votar em Marina e 11,6% já decidiram votar em Aécio. Ou seja, 45,7% dos eleitores podem mudar seu voto até a eleição. Se é assim para presidente, algo parecido e mais acentuado deve ocorrer para governador. E muito mais para senador e deputados estaduais e deputados federais.
3. Portanto, após marcarem sua intenção de voto, ainda se encontram indecisos em alguma medida. Ainda se teria que agregar os que não marcaram nenhum candidato e que podem deslizar para uma candidatura. E a imprevisível taxa de abstenção+brancos+nulos. A diferença entre Dilma e Marina até abre um pouco: de 9 pontos passa a quase 10 pontos. Mas a diferença entre Marina e Aécio que, na pesquisa induzida, era de 10 pontos, cai para 4,9 pontos, menos da metade.
4. Esses números refletem algo que este Ex-Blog vem dizendo desde o início da campanha. As ruas frias mostram um eleitor ausente depois de tantos escândalos e letargia econômica. Uma espécie de protesto pelo silêncio. E mostra também que o impacto da morte do governador Eduardo Campos sobre a vontade de votar em Marina se diluiu.
5. No dia da eleição a vantagem de Dilma e Aécio crescerá por terem controle de máquinas em nível federal, estadual e municipal. Ou como alguns preferem: terem muito maior capilaridade, o que pode agregar alguma coisa pela proximidade dos candidatos a deputado de Dilma e de Aécio com o eleitor em cima da eleição: a quase boca de urna.
6. Não são poucas as eleições que a mensuração pelos que estão totalmente convencidos mostra um resultado diferente que se afirma na urna. Em 2000, na eleição para prefeito do Rio, Cesar Maia havia ultrapassado Conde no voto cristalizado na quarta-feira. Mas na pesquisa induzida ele só alcançou Conde no sábado.
7. Esta dinâmica deve ser levada em conta para a comunicação dos candidatos para os debates na TV, para a presença das campanhas nas ruas, desde esse fim de semana até 4 de outubro véspera da eleição. Faltam 9 dias.
Transcrito do Ex-Blog do César Maia de 26 de setembro.
Comento: A análise acima, na minha opinião, ainda remete à possibilidade de uma modificação dos candidatos que passarão para o segundo turno. Não deixando de considerar as manipulações das referidas pesquisas, buscando influenciar os eleitores indecisos.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
DECADÊNCIA GENERALIZADA
Economista Marcos Coimbra*
*Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.
Nosso
amado Brasil está sofrendo infelizmente as graves consequências
ocasionadas pelas pífias administrações que assolam o país há 20 anos.
De fato, são duas faces da mesma moeda, o PSDB e o PT. Porém, a situação
foi agravada acentuadamente nos últimos quatro anos.
A imagem vendida por Lula de que Dilma seria uma eficiente gerente não corresponde à realidade.
Principia
pela ausência de um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Para a
reeleição, até agora também nada, a menos de duas semanas do pleito.
Comenta-se que existem duas razões principais para isto: de fato, não há
projeto e aquilo que existe não pode ser apresentado, devido ao
conflito existente entre o pensamento da presidente e o do PT. Outros
asseveram que a coordenação da campanha petista não quer deixar o flanco
aberto para críticas. Desejam um cheque em branco do eleitorado para
fazerem aquilo que quiserem após as eleições.
Continua
pela péssima gestão demonstrada em sua administração. Órgãos antes
respeitados internacionalmente, motivo de orgulho para os brasileiros,
começam a cometer erros gritantes, causando danos severos às respectivas
imagens. Recentemente, exemplos flagrantes são:
1)
a sucessão de escândalos envolvendo a maior de nossas empresas, símbolo
da competência brasileira, a qual está dentro do coração de todos os
patriotas ainda existentes no país, a nossa maltratada Petrobras, em
função principalmente do loteamento político-partidário de seus
principais cargos, entregues a políticos ávidos por recursos e poder,
incompetentes e inescrupulosos, a saquear nosso patrimônio;
2)
o equívoco cometido pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada
(IPEA), subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos, da
Presidência da República, em pesquisa realizada em março do corrente
ano, sobre tolerância com estupro ao dizer que 65% dos entrevistados
concordam que mulheres com roupas que mostram o corpo merecem ser
atacadas, quando o correto é 26%, segundo declaração retificadora feita
em abril;
3)
o grave erro cometido pelo respeitado Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), pela primeira vez em sua principal pesquisa, ou
seja, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013) que
mostra o retrato socioeconômico do país, com dados do mercado de
trabalho, educação e acesso a bens do pais, quando expandiu o peso de
regiões metropolitanas em sete estados do Brasil, ocasionando vários
erros, corrigidos rapidamente, em função do alerta de usuários do órgão.
O principal deles foi no relativo ao Índice de Gini, o qual estava em
2012 em 0,496, foi para 0,498 no dado anunciado preliminarmente, caindo
para 0,495, após a correção anunciada (quanto mais próximo de zero, mais
igualdade na repartição de renda).
A
diretora-executiva do sindicato de funcionários do IBGE, o ASSIBGE-SN,
Ana Magni, afirmou na semana passada que o erro na Pnad é resultado das
más condições de trabalho no instituto, com poucos recursos materiais e
humanos para um excesso de trabalho e prazos apertados. “É um alerta que
vínhamos fazendo: muito pouca gente, para muito trabalho e pressão de
prazos. É um erro básico, que pode ocorrer com qualquer um que tenha que
trabalhar com essa pressão” asseverou ela. Na sua avaliação, a situação
hoje é ainda pior do que durante a greve, entre os dias 26 de maio e 12
de agosto, já que o Ministério do Planejamento anunciou novos cortes no
orçamento do IBGE (do total pedido de R$766 milhões para o orçamento de
2015, foram amputados R$ 562 milhões). Além disto, de acordo com o
Sindicato, existem mais de 3.700 funcionários do IBGE com mais de 26
anos de tempo de serviço, perto de se aposentar.
É
oportuno salientar que a taxa média do desemprego das seis principais
regiões metropolitanas no país não foi divulgada nos meses de maio,
junho e julho, por causa da greve, bem como o IBGE já havia sofrido uma
crise institucional este ano, quando a administração federal decidiu
interromper a divulgação dos dados da Pnad Contínua, que acompanha o
mercado de trabalho, voltando atrás devido à reação do corpo técnico do
órgão. Outras pesquisas previstas já serão atingidas, como a Contagem da
População e o Censo Agropecuário, que deveriam ter o planejamento
iniciado em 2015, mas foram suspensas em setembro.
E
estes exemplos repetem-se em muitos outros setores. De fato, o Brasil
real é muito diferente do Brasil virtual apresentado na propaganda
eleitoral petista. Nunca antes na história deste país houve tamanha
manipulação de dados e fatos, uso escancarado da máquina pública para
reeleger a quem está causando tantos malefícios ao povo brasileiro,
abusivo emprego de vultosos recursos de origem desconhecida. É urgente
providenciar a alternância no poder, propiciando oportunidade a quem
possa empreender uma alteração radical nos descaminhos identificados ao
longo destes últimos anos. Chega de corrupção!
À
luta, brasileiros, enquanto ainda é possível realizar ações concretas
para eliminar a incompetência e os “malfeitos” existentes. Ainda existe
esperança, apesar da vulnerabilidade da apuração eletrônica com urnas de
primeira geração, só utilizadas pelo Brasil.
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Página: www.brasilsoberano.com.br (Artigo de 24.09.14-MM).Recebido por e-mail.
MAS..., 72% NÃO QUERIAM MUDANÇAS NESSA ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE? E A ECONOMIA, ESTÚPIDO?
1. As pesquisas de opinião nos últimos meses repetiram uma pergunta e obtiveram respostas semelhantes. Queriam saber do eleitor se nesta eleição para presidente queriam mudanças ou manter a situação governamental atual. Em todos os casos a resposta é que queriam mudanças. Numa média de várias pesquisas divulgadas pelos principais institutos, 72% queriam mudanças.
2. Por outro lado, a avaliação do governo Dilma vinha caindo –pesquisa a pesquisa- até aproximar o Bom+Ótimo do Ruim+Péssimo. Ao lado disso tudo, a economia naufragava, até atingir o patamar atual de crescimento de 0,5% em 2014, menor que o crescimento da população. Quando o governo se sentiu aliviado com a culminação das prisões pelo mensalão, surge a delação premiada de um ex-diretor da Petrobrás, com fatos e números escabrosos.
3. Mas no último Ibope publicado nesta semana, Dilma ampliou sua vantagem, alcançando 38% de intenções de voto. Será que algumas dessas afirmativas de especialistas caem por terra? Dilma lidera apesar de 72% quererem mudanças, Dilma lidera apesar de sua avaliação ser sofrível. Dilma lidera apesar de a economia naufragar contrariando a máxima –"É a economia, estúpido!"
4. É claro que a eleição não terminou, mas hoje os analistas não fazem mais os mesmos prognósticos, com as mesmas intensidade e certeza de antes. É provável que na primeira fase (com Eduardo Campos), os candidatos de oposição não vestiram suficientemente a roupa da mudança com afirmações claras. Na segunda, com a entrada da Marina, o foco mudou, na medida em que Aécio precisa derrubar Marina para ir ao segundo turno e Dilma precisa derrubar Marina para entrar no segundo turno com vantagem confortável. As mudanças não acompanharam a comunicação de campanha em dose suficiente.
5. A avaliação declinante de Dilma levou até estudiosos construírem uma equação de fronteira abaixo dos 35% como derrota certa. Este Ex-Blog chamou a atenção na época que a própria campanha com tempo de TV generoso tem reconstruído os governos, ou criado governos virtuais. E deu vários exemplos. Dilma é mais um. No início da campanha igualava o Ótimo+Bom com Ruim+péssimo. Agora tem 39% contra 28%. Açodamento dos estudiosos.
6. Finalmente a famosa afirmação “É a Economia, Estúpido”, de James Carville, da primeira eleição de Clinton, naufraga? Na verdade a economia para fins eleitorais não se traduz em siglas, ou questões fiscais, ou cambiais ou financeiras. Certamente estas terão repercussões para o eleitor no próximo governo. Mas neste, a “economia” que importa é a economia do bolso, em curto prazo, ou seja, emprego e renda. E estas, à custa de malabarismo proto-keynesianos se mantêm, transferindo a conta para 2015.
7. Mas as 3 afirmações são válidas? Sim, mas analisadas na dinâmica da própria campanha, e não como regras e equações rígidas, como se a opinião pública fosse definida ex-ante, pré-definida pelos estudos publicados. E se pudesse aplicar técnicas econométricas para projetar resultados eleitorais. Isso seria igualar países e eleitores e épocas e situações e candidatos/equipes, muito diferentes, como se fosse elementos constantes.
Transcrito do Ex-Blog do César Maia de de 25 de setembro.
OVERDOSE PODE MATAR
Percival
Puggina*
Numa parte do jornal, lê-se sobre delação premiada para esclarecimento
dos escândalos da Petrobras. A "base" treme nas bases com as informações e com a
divulgação de uma lista de beneficiários que não para de crescer e já leva 150
nomes com as respectivas cifras. Rola dinheiro grosso na caverna de Ali
Babá.
Enquanto, no Mensalão, os líderes dos partidos da base abraçaram a
encrenca e não expuseram os colegas para os quais repassaram os valores
recebidos através do esquema, no caso do Petrolão a relação de beneficiados vem
cheia e os números são enormes. Mensalão é troco diante do
Petrolão.
É o que se lê numa parte do jornal. Noutra, a notícia é um chute na
consciência cívica: um comício promovido em favor da candidata Dilma Rousseff
culminou com carinhoso e efusivo abraço da base do governo e suas massas de
manobra ao edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro. Imagino que as ações da
empresa, agora sob tão vigorosa proteção, se elevem a um novo patamar...
É de se ver as imagens. Todos os participantes da encenação acalentando
responsavelmente a empresa que, segundo denúncias e muitas evidências (com
dinheiro já sendo buscado de algumas contas no exterior), vinha sendo esfolada e
canibalizada nos esquemas de sustentação financeira do poder que hegemoniza a
República.
A política brasileira vive momentos em que a caradurice virou arte. Já
não se trata da simples articulação entre insensibilidade moral e falta de
constrangimento social. É uma obra de arte envolvendo estratégia, retórica,
publicidade, senso de oportunidade e, claro, absoluto desprezo pelo
discernimento alheio.
Por enquanto, vem funcionando. O prestígio do governo sobe junto com a
onda de escândalos. Mas sempre há o risco de morte da estratégia por overdose de
estratégia.
_____________
* Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de
Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org,
colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo
Pensar+.
Recebido por e-mai.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
MARINA
OU DILMA: NEOCOMUNISMO COM PAI NOSSO OU SEM PAI NOSSO?
Percival
Puggina*
Atribui-se ao jornalista Cândido Norberto a frase segundo a qual, em
política, pode acontecer tudo, inclusive nada. Por exemplo: pode explodir um
avião sobre o cenário eleitoral; pode acontecer algo enigmático, tipo vir à
superfície mais um escândalo e o governo melhorar sua posição. E também pode
acontecer nada, pelo simples motivo de que parcela imensa da população, em
flagrante desânimo, joga a toalha no ringue. As pesquisas desta semana indicam
que nação está agendando um encontro de boi com matadouro. E vai abanando o rabo
na direção de um entre dois neocomunismos: o sem Pai Nosso de Dilma ou o com Pai
Nosso de Marina.
É possível que o leitor destas linhas pense que estou paranóico. Não, meu
caro. Pergunto-lhe: você leu o documento final do 20º Encontro do Foro de São
Paulo (aquela organização que a grande mídia nacional diz que, se existe, não
fede nem cheira?). Quem lê o referido documento não só fica sabendo que o bicho
existe, mas que é poderoso e bate no peito mostrando poder. O texto exalta o
fato de que, em 1990, no grupo de partidos alinhados sob essa grife, apenas o PC
Cubano governava um Estado nacional. Hoje, estão sob manto do FSP, entre outros,
Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, El Salvador e
Nicarágua. Se observar bem, verá que a lista contém a nata dos comunismos e
socialismos bolivariano, cocaleiro, maconheiro, bananeiro e por aí vai. E se
escrutinar caso a caso vai encontrar dirigindo esses países, em seus vários
escalões, aos cachos, ex-guerrilheiros comunistas que, em momento algum,
extravasaram arrependimento ou deserção das antigas fileiras. Uma parceria e
tanto, essa que o Brasil integra na condição de grande benemérito e tendo o PT
como sócio fundador.
O Foro de São Paulo, como bem mostra Olavo de Carvalho, é a chave de
leitura para o que acontece, não apenas na política nacional, mas nas nossas
universidades, na nossa economia, nos negócios externos e na tal geopolítica
"multipolar" que nada mais é do que um passo adiantado na direção de um projeto
de hegemonia e totalitarismo sobre a região. E é para lá que vamos se,
confirmando-se o dito com que abri este texto, já aconteceu tudo e nada mais há
para acontecer.
Se olharmos pela janela, veremos que a economia brasileira está parando.
A cartola de sortilégios do ministro Mantega está tão vazia quanto os cérebros
que nos governam. O que houve? Nada que não possa ser explicado pela sujeição
nacional a um governo com estratégias erradas. A Venezuela já não está com
polícia nos supermercados? Não se contam cinco décadas de escassez e filas em
Cuba? A outrora próspera Argentina, não se encontra em plena decadência?
As parcerias do FSP adotam exitosas técnicas de sedução eleitoral. Mas
exercem o poder de modo desastroso. E Marina vem na mesma toada. Ela nasceu para
a política como líder comunista. Revoltada com a vida e com o mundo, como
costumam ser os líderes comunistas. Marina não entendia o motivo pelo qual abrir
trilha na floresta e riscar casca de seringueira não transformava o cidadão
acreano num próspero suíço. Saiu da floresta, estudou, ganhou mundo, quer
presidir o Brasil. Mas se não esconjurar as ideias que tinha quando ministra,
ela é um apagão eminente.
_____________
* Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de
Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org,
colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo
Pensar+.
Recebido por e-mail.
ViVerdeNovo: OBJETIVOS DO MILÊNIO
ViVerdeNovo: OBJETIVOS DO MILÊNIO:
Na Organização das Nações Unidas, o Brasil, entre outros países, firmou o compromisso para chegar ao ano de 2015 zerando a fome e a miséria...
Na Organização das Nações Unidas, o Brasil, entre outros países, firmou o compromisso para chegar ao ano de 2015 zerando a fome e a miséria...
PERSPECTIVAS DANTESCAS PARA O RIO DE JANEIRO
Economista Marcos Coimbra*
*Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.
Desta
vez, a situação ficou fora de controle. Se há dúvida quanto ao
candidato a ser votado no tocante à eleição presidencial, imagine no
relativo ao pleito estadual no Estado do Rio de Janeiro. Nenhum dos
candidatos postulantes ao cargo, em especial os quatro principais, é
merecedor da confiança do sofrido eleitor fluminense.
Em
São Paulo, a qualidade dos candidatos, independentemente de filiação
partidária, é bem melhor, oferecendo aos eleitores escolha satisfatória.
No Rio, vamos ter que continuar a votar no menos pior, conscientes de
que a opção pela abstenção, pelo voto nulo ou em branco vai contribuir
para o agravamento da nossa situação.
O candidato da situação é um fiel representante do ex-governador Cabral e dos componentes de seu grupo, no qual se destaca o ex-dono
da Delta, Fernando Cavendish, que apareceram em uma festa em Paris com
guardanapos em forma de “bandanas” na cabeça. É o candidato possuidor
dos maiores recursos para a campanha e é apoiado pelo alcaide do
município do Rio de Janeiro, fato que já o torna desmerecedor do voto do
eleitor consciente e bem informado. Representa a continuação da
administração abaixo da crítica exercida por seu partido. A notícia
alvissareira foi a desistência do Sr. Cabral em concorrer nestas
eleições, esperando que seja definitiva, a exemplo das excelentes novas
do afastamento da vida pública do senador José Sarney e da governadora
Roseana, sua filha. É oportuno lembrar que tanto Cabral quanto Roseana,
“por coincidência”, ambos estão na lista divulgada pelo Sr. Paulo
Roberto Costa em sua delação premiada, apontados como beneficiários do
esquema de corrupção na Petrobras. É impossível votar neste candidato.
O
candidato petista senador Lindbergh responde a 15 inquéritos e a uma
ação penal no Supremo Tribunal Federal, segundo o site Congresso em Foco. Em junho, o
ministro Gilmar Mendes, autorizou a quebra de sigilos fiscal e bancário
de servidores, empresários e pessoas ligadas aos contratos firmados
entre Nova Iguaçu e a empresa Rumo Novo Engenharia Ltda., no período em
que Lindbergh foi prefeito da cidade. Mendes decidiu em favor de um
pedido do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, que leva
adiante um inquérito instaurado no Ministério Público do Estado do Rio
para apurar irregularidades em licitações e execuções de obras em Nova
Iguaçu.
No
mesmo mês, o ministro Dias Toffoli, autorizou a quebra dos sigilos
bancário e fiscal de Lindbergh entre janeiro de 2005 e dezembro de 2010.
A abertura dos dados é parte de inquérito no qual o parlamentar é
investigado por supostas fraudes ao Fundo de Previdência dos Servidores
Municipais de Nova Iguaçu. O prejuízo é estimado em R$ 356 milhões. Em
abril, no entanto, antes de ser acusado no inquérito que investiga o
rombo milionário do dinheiro dos aposentados da prefeitura, Lindbergh
Farias foi alvo de mais uma ação. O processo por improbidade
administrativa - o 13º movido contra ele pelo Ministério Público do Rio
de Janeiro - acusa o senador de usar dinheiro da prefeitura de Nova
Iguaçu para pagar as despesas de um “showmício” petista.
O
deputado federal Garotinho em abril de 2000, quando era governador do
RJ, enfrentou uma enxurrada de denúncias que atingiam o alto escalão de
seu governo. Boa parte das acusações recaía sobre os integrantes da
chamada Turma do Chuvisco, assessores que acompanhavam o governador
desde Campos, sua cidade natal e base política. O grupo, cujo nome faz
referência a um doce típico de Campos, era acusado de favorecer empresas
em concorrências públicas e firmar contratos sem licitação. Com o
passar dos anos, Garotinho acrescentou denúncias cada vez mais graves ao
currículo e acabou na mira da Polícia Federal.
A
Operação Segurança Pública S.A., de 2008, resultou em seu indiciamento
por quadrilha armada, sob a suspeita de ter usado seu período no Palácio
Guanabara (e também o de sua mulher, Rosinha) para acobertar as ações
de um grupo de policiais que, encastelados na chefia da Polícia Civil,
atormentou o Rio de Janeiro cometendo ilícitos variados. A lista inclui
facilitação de contrabando, formação de quadrilha, proteção a
contraventores, cobrança para nomeação de delegados, lavagem de
dinheiro, corrupção ativa e passiva. E ainda existe a denúncia da ÉPOCA
de desvio de dinheiro público, envolvendo a GAP Comércio e Serviços
Especiais, uma locadora de veículos próxima à família Garotinho. A sigla
GAP reproduz as iniciais de seu dono, o empresário George Augusto
Pereira. Documentos obtidos por ÉPOCA mostram que George Augusto não
existe no mundo das pessoas de carne e osso.
O
bispo licenciado da Igreja Universal Crivella, sobrinho do bispo Edir
Macedo, lançou o projeto de irrigação da Igreja Universal do Reino de
Deus no chamado “Polígono das Secas”, através da ONG Fazenda Nova
Canaã, tendo lançado um CD que vendeu mais de um milhão de cópias. O
lucro foi investido na compra de 450 hectares de terras em Irecê (BA) em
1999. Quando empossado como ministro da Pesca, ele foi acusado de usar a
estrutura do próprio ministério para ajudar a sua ONG para entrar no
mercado da carne de tilápia na Bahia. A revista ISTOÉ publicou uma
matéria para mostrar que haveria “uma inequívoca utilização do cargo
público em benefício pessoal”.
E agora, José? A esperança reside em uma inspiração divina.
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Página: www.brasilsoberano.com.br (Artigo de 16.09.14-MM).
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