domingo, 2 de maio de 2010

REFLEXÃO SOBRE A ONG "SOU DA PAZ".


Por José Luiz de Sanctis

A ong “Sou da paz”, financiada pela Fundação Ford e pelo governo federal para promover o desarmamento civil no Brasil, agora foca o setor mais fiscalizado do país, ou seja, colecionadores, atiradores e caçadores registrados no Exército Brasileiro. Em nenhum momento se insurge contra o tráfico internacional de armas ou prega o desarmamento dos criminosos.

Num universo de 8,1 milhões de armas legais, se insurge contra um segmento que possui 0,02 % de armas, das quais 90% são peças de coleção cujas munições não são mais fabricadas, ou seja, as 154,5 mil em nome de colecionadores, atiradores e caçadores.

O motivo. Estiveram na frente de batalha no referendo de 2005 e continuam atuando contra as pretensões totalitárias dos desarmamentistas.

A reportagem dolosamente joga na vala comum dos criminosos, um segmento sério e extremamente fiscalizado da sociedade.

Das mentiras divulgadas, alegam que a polícia não tem acesso aos dados do Exército. Então, como chegaram ao total de 154,5 mil em poder desse segmento?

Também “souberam” de um – repito um (1) – caso envolvendo colecionador que fornecia armas ao crime organizado. Se não houvesse pronto atendimento do Exército na investigação que envolva alguma arma sob seu controle, auxiliando a polícia, como “souberam” dessa informação?

Tentam enganar a população ao afirmar que o estatuto do desarmamento possibilitou as apreensões de armas ilegais pela polícia. Outra agressão à verdade, pois a legislação anterior já tipificava como crime a posse e o porte ilegais de armas.

O presidente dessa organização, Denis Mizne, hábil em interpretar estatísticas conforme lhe convém, distorce os fatos quando afirma que o estatuto do desarmamento foi uma aspiração da sociedade brasileira. Teria ele esquecido do resultado do referendo de 2005, onde 64 % da população disseram NÃO à proibição, repudiando a lei que não desarma os criminosos?

Também ofende o Exército Brasileiro ao afirmar que os CACs “estão sujeitos a controles frouxos”, e ainda afirma que os CACs são “intocáveis”. Mentira! O Exército fiscaliza anualmente todos os CACs, sendo que nenhum destes conseguirá renovar seu registro junto a esta instituição, se tiver algum antecedente criminal, perdendo seu acervo no caso. Todos tem que ter ficha limpa.
Todos que cumprem a lei deveriam ser intocáveis, mas não há defesa contra o arbítrio de um estado policialesco.

As propostas que pretende apresentar para modificar a lei e atingir somente o cidadão honesto já tramitaram recentemente pelo Congresso e foram todas repudiadas pela inutilidade.

Neste mesmo caderno deste mesmo jornal, há algumas semanas passadas, era divulgado o aumento dos homicídios em todo o país a despeito do tal estatuto. Somente no estado de São Paulo o número de homicídios vinha caindo desde 1999, portanto antes da aprovação dessa lei em 2003, unicamente por conta da atuação firme da Polícia Militar. Nenhum elogio a Policia Militar constou da matéria. No entanto, no último trimestre, o número de homicídios voltou a aumentar.

A verdade é que a criminalidade vem aumentando. Roubos a residências, seqüestros relâmpagos, latrocínios, estupros, homicídios, etc. Portanto a Lei 10826/2003 beneficiou extremamente os criminosos, praticamente extinguindo a periculosidade de suas ações, pois sabem que a população honesta está desarmada e indefesa.

Acreditamos que nossos parlamentares têm assuntos e projetos mais urgentes e importantes para tratarem do que tornar o cidadão mais indefeso ainda.

Também confiamos plenamente na capacidade, na competência, no respeito à lei e na honestidade do Exército Brasileiro no cumprimento da função fiscalizadora do setor, devendo assim permanecer.
Portanto, “corajosos” desarmamentistas de cidadãos honestos e pacatos, vão desarmar os criminosos, combater o tráfico internacional de armas, se tiverem coragem, e deixem os que cumprem a lei em paz.

“Tanto as oligarquias quanto os tiranos temem o povo, por isso confiscam suas armas”. Aristóteles.

Fonte: www.pelalegitimadefesa.org.br
(Referência sobre o artigo “Controle de arsenal de atiradores é questionado” publicado no Estadão de 29/04/2010, página C3.)


OBS: esta análise está sendo enviada a todos os deputados e senadores.

Transcrito do Blog "ViverdeNovo":
http://montenegroviverdenovo.blogspot.com/


Mães Más.



Olá educador,

A Páscoa já passou e agora você está começando a pensar em uma linda mensagem para o Dia das Mães?

A revista Profissão Mestre de abril traz o texto "Mães más", na seção Destaque e use. Confira também aqui no blog:

Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:

"Eu os amei o suficiente para ter perguntado: aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão."

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que eles soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar pelas balas que tiraram da mercearia ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar."

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé duas horas junto deles, enquanto limpavam o quarto: tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para deixá-los ver além do amor que eu sentia por eles, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que poderiam me odiar por isso – e em alguns momentos até me odiaram.

Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci... porque no final eles venceram também!

E qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, meus filhos vão lhes dizer, quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má: "Sim... Nossa mãe era má! Era a mãe mais má do mundo..."

As outras crianças comiam doces no café da manhã, e nós tínhamos de comer cereais, ovos e torradas.

As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvete no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.

E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães, que deixavam os filhos comerem vendo televisão.

Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora – tocava nosso celular de madrugada.

Era quase uma prisão; mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que eles faziam.

Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorasse só uma hora ou até menos.

Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violou as leis de trabalho infantil.

Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos que achávamos cruéis.

Eu acho que ela dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

Ela insistia sempre conosco para lhe dizermos a verdade, e apenas a verdade.

E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler nossos pensamentos.

A nossa vida era mesmo chata.

Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos.

Tinham que subir, bater à porta para ela os conhecer.

Enquanto todos podiam voltar à noite com 12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16 para chegar mais tarde, e aquela "chata" levantava para saber se a festa foi boa – só para ver como estávamos ao voltar.

Por causa de mãe, nós perdemos algumas experiências da adolescência.

Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

Foi tudo por causa dela.

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o nosso melhor para sermos "Pais Maus", tal como a nossa mãe foi.

Eu acho que é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes "MÃES MÁS".

Fonte: www.meu.cantinho.nom.br/mensagens

Transcrito do Blog "Educação em Pauta":
http://profissaomestreegestaoeducacional.blogspot.com/


sábado, 1 de maio de 2010

O 'Porco Fedorento' de Dilma


Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 26 de abril de 2010.

"El odio como factor de lucha; el odio intransigente al enemigo, que impulsa más allá de las limitaciones naturales del ser humano y lo convierte en una efectiva, violenta, selectiva y fría máquina de matar. Nuestros soldados tienen que ser así; un pueblo sin odio no puede triunfar sobre un enemigo brutal. Hay que llevar la guerra hasta donde el enemigo la lleve: a su casa, a sus lugares de diversión; hacerla total.”
(Ernesto Guevara de la Serna)

A notícia vinculada pelo jornalista Reinaldo Azevedo da Revista Veja mostra qual o exemplo de liderança que pauta o compromisso de campanha da candidata do PT à presidência da República. Alguma surpresa? O que esperar de uma cruel terrorista que participou do assassinato do capitão americano Charles Rodney Chandler, do assalto ao 4º RI, ao Banco Mercantil AS e à casa da amante do ex-governador Adhemar de Barros que rendeu à guerrilheira US$ 2,4 milhões.

- Campanha de Dilma

Reinaldo Azevedo - 25 de abril de 2010

“Campanha de Dilma convoca os jovens na internet em nome deste herói.

Pais protejam seus filhos!”

“O PT decidiu usar a imagem do assassino Che Guevara para, segundo consta, atrair os jovens eleitores para a campanha de Dilma Rousseff. O Porco Fedorento é apresentado como sinônimo de idealismo. Então tá bom…

Che, evidentemente, é co-responsável pelos milhares de mortes da ‘revolução’ cubana: 17 mil execuções e mais de 80 mil tentando fugir da ilha. Mas Há aqueles que ele matou pessoalmente, puxando mesmo o gatilho, e também os que foram executados sob a sua ordem direta. O Porco Fedorento sabia ainda ser um poeta da morte. A campanha de Dilma Rousseff está convidando os jovens brasileiros a participar dessa metafísica moral! Leiam:

“Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”.

É trecho do diário de Che! Que estilo! Que graça narrativa! Que assassinato ético! Que execução pudorosa! Séculos de humanismo resumidos num único tiro! Que sensibilidade! Quanta graça para ‘acabar com um problema’! Um verdadeiro herói! E ainda roubava o morto!!! Que precisão técnica tinha o quase-médico ao descrever a trajetória da bala que ele mesmo fizera perfurar o crânio do outro! A vítima ‘arquejou um pouco’. O porco só conseguia tratar homens como porcos”.

- O Porco Che Guevara

Ernesto Guevara Lynch de la Serna, filho de Ernesto Guevara Lynch e Célia de la Serna, conhecido por Che Guevara ou El Che, nasceu em Rosário, Argentina, no dia 14 de maio de 1928, embora em sua certidão esteja registrado como 14 de junho.

Em 1955, juntou-se aos revolucionários liderados por Fidel Castro, no México, onde foi adestrado nas técnicas de guerrilha. No ano seguinte, participou do contingente de revolucionários que desembarcou em Cuba. El Che chegou a Havana em 1959 já como um mito. Fidel, imediatamente, o designou para chefiar “La Cabaña”.

- El carnicero de La Cabaña

Jamais se saberá, exatamente, o número de execuções levadas a cabo durante o período revolucionário. María Werlau, Diretora Executiva do Arquivo Cubano, afirmou: “No lo sé, cien mil... doscientos mil ...”. Como procurador-geral, El Che comandou a “Prisão Fortaleza de San Carlos de La Cabaña”, onde, somente nos primeiros meses da revolução, ocorreram 120 fuzilamentos. Che considerava que: As execuções são uma necessidade para o Povo de Cuba, e um dever imposto por esse mesmo Povo.

“El Che nunca trató de ocultar su crueldad, por el contrario, entre más se le pedía compasión más él se mostraba cruel. El estaba completamente dedicado a su utopía. La revolución le exigía que hubiera muertos, él mataba; ella le pedía que mintiera, él mentía. En La Cabaña, cuando las familias iban a visitar a sus parientes, Guevara, en el colmo del sadismo, llegaba a exigirles que pasaran delante del paredón manchado de sangre fresca”.
(Padre Javier Arzuaga, Ex-Capelão da Cabaña)

El Che comandava os fuzilamentos no “paredão”, sendo conhecido, por isso, pelo codinome de “el carnicero de la cabaña”. Dirigiu pessoalmente os processos contra os representantes do regime deposto, condenando à morte mais de 4.000 pessoas. Na “Cabaña”, havia inimigos políticos e inocentes, mas Che mandava executar a todos. Seu lema era: “Ante la duda, mata”, lema que chegou a aplicar, inclusive, a antigos companheiros de armas.

- Guanahacabibes: campo de trabalhos forçados

Che foi o idealizador do primeiro acampamento de trabalhos forçados, em Guanahacabibes, Cuba ocidental, em 1960. Che dizia: “à Guanahacabibes são mandadas as pessoas que não devem ir para a prisão. As pessoas que tenham cometido faltas à moral revolucionária. É um trabalho duro, não um trabalho bestial".

Guanahacabibes foi o precursor do confinamento sistemático, a partir de 1965 na província de Camagüey, de dissidentes,homossexuais,católicos,testemunhas de Jeová e outras ‘escórias, como eram considerados pelos revolucionários. Os ‘desadaptados’ eram transportados para os campos de concentração que tinham como modelo Guanahacabibes onde, via de regra, eram mortos, violentados ou mutilados.

- As faces de CHE

Alberto Korda imortalizou em 5 de março de 1960, na sua foto mais famosa, o rosto de Che. Sua aparência, de 1956 a 1964, mudou tanto quanto seu nome. Foi conhecido como Ernestito, Teté, Pelao, Chancho, Fuser, Furibundo, Serna, Martín Fierro, Franco-atirador e outros tantos que adotou antes de chegar à Guatemala, onde o cubano Antonio Ñico López o batizou de “Che”.

Fidel Castro enviou Luis García Gutiérrez “Fisín” a Praga, onde Che se encontrava, e o dentista alterou o rosto de Che fazendo uso de próteses dentárias. As mudanças fisionômicas foram tais que nem mesmo os homens que tinham lutado com Guevara em Cuba e seus filhos, então muito pequenos, o reconheceram. Che usava lentes, ligeiramente obeso, cabeça raspada, uma figura diversa do Guevara que conheciam. Os registros de seu diário de 12 de novembro de 1966 afirmam: “Meu cabelo está crescendo, apesar de muito ralo, e as mechas que se tornaram loiras, começam a desaparecer; me nasce a barba. Dentro de poucos meses, voltarei a ser eu”.

- Con su muerte, murió el hombre y nació la farsa

“Se evoca siempre su trágico final, asesinado cuando ya se había rendido, después de fracasar en un intento guerrillero que lo llevó hasta las selvas bolivianas al frente de un puñado de hombres”.

Sob o comando de Guevara, 49 jovens inexperientes recrutas, que haviam sido mobilizados para expulsar os invasores cubanos, foram emboscados e mortos.

Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto”, gritou um guerrilheiro maltrapilho e imundo nos confins da Bolívia no dia 8 de outubro de 1967. Frase que seus admiradores e biógrafos fazem questão de esquecer, pois o covarde pedido de misericórdia não combinava com a imagem por eles forjada. Che foi executado pelos militares bolivianos em La Higuera em 9 de Outubro de 1967. A partir de sua morte, sua imagem foi lapidada apresentando-o como um mártir, idealista, cheio de virtudes, defensor dos fracos e oprimidos.

Seus companheiros o chamavam de “el chancho”, o porco, porque não gostava de banho e “tinha cheiro de rim fervido”.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br
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Recebido por e-mail.

Comento:
A sórdida trajetória desse maníaco assassino está documentada no livro: "O VERDADEIRO CHE GUEVARA E OS IDIOTAS ÚTEIS QUE O IDOLATRAM" de Humberto Fontova - Ed. É Realizações. Leiam e compreendam, como um monstro foi transformado em ídolo para os nossos jovens, um verdadeiro crime contra nossas futuras gerações.

quarta-feira, 28 de abril de 2010


POR QUE O PT QUER CONTROLAR A MÍDIA, A EDUCAÇÃO, PARTIDOS, SINDICATOS, FAMÍLIA!



1. Depois do "decreto" sobre direitos humanos, onde Lula, Dilma e o PT foram pegos em flagrante, muitos se perguntaram por que num decreto tratar de aborto, restrição à liberdade de imprensa, empoderar mais os sindicatos, centralizar normas de educação, submeter os partidos políticos, etc. A questão nada tem a ver com excessos do ministro que a ministra da casa civil e o presidente descuidadamente assinaram.

2. É, na verdade, muito mais grave, pois tem base conceitual. Desde Marx que se vem estudando as questões relativas ao "Estado a serviço da burguesia" e os sistemas derivados da base econômica, os quais se agruparam no que ele chamou de "superestrutura". Aí estão a Igreja, Educação, Imprensa...

3. Durante a Guerra Fria, no pós-guerra, na medida em que os governos, de ambos os lados, buscavam internamente o máximo consenso na defesa de sua visão ideológica, alguns autores entenderam que o conceito de Estado deveria ser mais abrangente, incluindo toda a chamada "superestrutura". Alguns deles, e o exemplo mais expressivo foi o filósofo Louis Althusser, reconceituram o Estado dessa nova forma.

4. Os jovens políticos de esquerda formados nessa geração, com influência althusseriana (final dos anos 60 e anos 70), uma vez no poder, 30 anos depois, trataram de trazer abertamente tais funções para o Estado, usando-as para reforçar seu controle sobre a sociedade, num Estado Total de pensamento único. É isso que tenta fazer o PT no poder. E o "decreto" não foi um excesso isolado, mas faz parte de um projeto. Portanto, muito, muito mais grave*. Afinal, o que faz Chávez? Pilhados a tempo, fingiram recuar. Na verdade ganham tempo, pensando no próximo governo, que imaginam controlar.

5. No caderno "Sabato" do jornal Estado de SP (17), Silviano Santiago escreve em seu artigo: "Louis Althusser, filósofo marxista, retrabalhou a noção clássica de aparelho de Estado (governo, administração, exército, tribunais) para somar a ela os chamados 'Aparelhos Ideológicos do Estado', (família, escola, mídia, sindicato e sistema político nacional).

Transcrito do Ex-Blog do César Maia de 28 de abril de 2010.

* O grifo é nosso.


segunda-feira, 26 de abril de 2010


BILAC PINTO VIVO


Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

Murilo Badaró, grande biógrafo de seus contemporâneos, assina O Homem que Salvou a Republica, biografia de Bilac Pinto, político mineiro que se destacou no Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal e na Embaixada do Brasil em Paris. O texto do presidente da Academia Mineira de Letras nos faz crer que o Brasil voltou a viver os mesmos debates, perigos e a mesma encruzilhada de quase 50 anos atrás. A diferença é que, quando Bilac alertava a Nação, em 63, éramos a 46ª economia do mundo, reagimos e nos tornamos uma democracia forte , autoritária,austera, que nos levou até a oitava posição, que mantemos até hoje, em vinte anos.

A ameaça da “república sindicalista” vem sendo implantada nos últimos 16 anos, sendo que de maneira partidarizada nos últimos sete. A pressão por reformas que ofendem ao direito de propriedade e à ordem, especialmente no campo, é uma realidade. Na ocasião, eram bravatas de Ligas Camponesas; hoje, é a ação destruidora do MST, impune em tudo que faz, a despeito da lei e do bom senso. Naquela época, o dinheiro da chamada subversão vinha dos países comunistas, onde foram formadas gerações de ativistas políticos e guerrilheiros. Atualmente, os recursos são daqui mesmo, provenientes dos convênios de entidades ligadas ao MST com o poder público. Outra diferença preocupante é que tínhamos vozes como as de Bilac Pinto, Raimundo Padilha, Abel Rafael Pinto, Oscar Correa, João Calmon, Herbert Levy, Anísio Rocha e Dinarte Mariz, entre outros de igual valor e bravura.

Os temas econômicos, o processo de desenvolvimento do país e os avanços sociais têm permitido que os eternos conspiradores revolucionários atuem sem controle, no governo ou na oposição. Mas o fato é que estão minando as bases da democracia. Falta-nos uma voz com embasamento filosófico e ideológico, a cultura e o bom senso que tivemos em 64, em que Bilac Pinto foi um expoente, antes e depois da deflagração da reação democrática.

O livro de Murilo Badaró, ele mesmo personagem desses tempos, nos faz percorrer uma fase da história republicana, em companhia do notável Bilac, fazendeiro, editor, jurista, parlamentar, enfim, um estadista, com as marcas da visão e da coragem. A obra é imperdível para quem quer conhecer e julgar os anos movimentados de nossa vida política, desde o Manifesto dos Mineiros até o final do ciclo revolucionário de 64. Como bem lembra o autor, os que desejam esconder a verdade, os fatos, as realizações e os avanços culturais insistem em lembrar os bastidores da repressão ao terrorismo, em que os fatos são os mesmos em todos os tempos, em todos os regimes e em todos os países.
Este discurso volta para ajustar contas, não com a história, mas com o bolso dos beneficiários. Atitude esta que já encontra repulsa popular e mesmo entre opositores do regime autoritário que vivemos – jamais ditatorial- de vez que a fila de candidatos a receber do Erário é cada vez maior e custa cada vez caro. É a indústria do ressentimento, injusta por excluir vitimas da ação terrorista, inclusive estrangeiros.

A vida de Bilac Pinto, como da maioria de seus contemporâneos, mostra uma classe política preparada, idealista, com coragem e independência. E com verdadeiro espírito publico. Livro que deveria ter uma edição popular, para as escolas mineiras por exemplo, pois é também uma lição de civismo, de uma vida ética, empreendedora e representativa da qualidade do político mineiro.

Murilo Badaró presta um, mais um, imenso serviço a Minas e ao Brasil ao retratar em sua obra homens como Milton Campos, Gustavo Capanema, Jose Maria Alckmin, seu avô Francisco Badaró e agora Bilac Pinto. Que continue assim.


Transcrito da página de Aristóteles Drumond:

http://www.aristotelesdrummond.com.br/

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ANIVERSÁRIO DO BRASIL, NASCIMENTO DE GAIA

Por Arlindo Montenegro

São tantas as mudanças, tantas interpretações, tanta documentação desprezada, tantos fatos maquiados, retratos com imagens que somem nas novas edições, coisas do passado que não devem ser lembradas e pronunciadas, que as convicções se tornam cada dia mais difíceis. Uma coisa é certa, comemora-se hoje, 22 de Abril, o aniversário do descobrimento do Brasil.
De fato a terra já tinha sido visitada antes. Mas esta é a data em que o Reino de Portugal passou a escritura, o documento da certidão de nascimento. Estamos apagando as 510 velinhas, 510 anos desde o inicio da colonização, que carreou riquezas suficientes para desenvolvimento intelectual e técnico de portugueses, holandeses, franceses e ingleses.
Tudo foi feito sob o signo da cruz. Os jesuitas que aqui estiveram já contribuiam com os altos estudos e a igreja católica investia no desenvolvimento da arquitetura, pintura, instalação de faculdades, formulação de leis e do direito, da filosofia, da astronomia, arqueologia e até gerou os primeiros sismólogos. Tudo está documentado... e esquecido, omitido entre os novos cientistas.
A nova ciência política, a partir da ONU desenvolve seu plano de soterrar toda a tradição e verdade milenar. Os nossos novos engenheiros sociais vão ser aplaudidos pelos ateus e anticristãos. A Assembléia Geral das Nações Unidas declarou o 22 de Abril o Dia Internacional da Mãe Terra, deusa da nova religião universal, bolada para substituir a ética judaico cristã.
A nova religião parida pela ONU e que pretende substituir todas as outras, tem como padrinhos os reis da Holanda. O cerimonial foi preparado pelo brasileiro Leonardo Boff, ex frade cristão. A Arca da Aliança, que guardava as táboas da lei de Moisés, foi substituída pela Arca da Esperança, contendo "A Carta da Terra", documento engendrado pelo literato ex frei Boff, um dos autores da blasfêmia.
Na presença da Rainha Beatriz, em Amsterdã, estavam os convidados Steven Rockfeller, a princesa Basma da Jordania, Maurice Strong, embaixador especial da ONU, empresários e representantes de bancos e financeiras, agências de desenvolvimento e outros ilustres, todos preocupados com a pobreza e a fome no planeta. Preocupados com o aquecimento antropogênico, preocupados em construir depressinha uma autoridade mundial para intervir em qualquer parte do planeta.
Lembremos: 22 de Abril de 1500 Descobrimento do Brasil. 22 de Abril de 2010 Dia Internacional da Mãe Terra, deusa da religião da Nova Ordem Mundial. Isto lembra também que o Foro Social Mundial, associado e defensor intransigente das idéias marxistas, que tem o Boff como um dos promotores, pregando "a liberação dos povos"... liberação das crenças tradicionais para ingressar na canoa furada da Nova Ordem Mundial: religião e governo único, enviando hostes punitivas contra os insubordinados.
Falam de Aliança de Civilizações, promovem o ambientalismo terrorista, que impede o desenvolvimento e o controle das riquezas naturais para uso e bem estar das populações em seu proprio território. Como na reserva Ianomami, onde os indios já falam no idioma inglês ou na Raposa Serra do Sol, onde o Conselho Indigenista Missionário atua com braço forte e apoio do Ibama. Não se planta mais arroz, o garimpo está proibido, não se colhe mais feijão.
Nem farinha de mandioca os indios podem fazer mais. É proibido cevar a mandioca nos cercadinhos à beira dos rios, para pescar e para fazer a tapioca. Não pode mais! Polui os rios que têm de ficar em seu estado natural. Mas o Presidente foi lá e ouviu poucos protestos. Os mais prejudicados (9.000 indios de 55 aldeias), contrários à presença do CIMI, não foram convidados para a festa.
As aldeias dirigidas pelo CIMI, contam com as cestas básicas e os cartões do bolsa familia para sobreviver "em seu estado natural", isolados da civilização. Mas vão votar. E as riquezas (minérios como o nióbio – a maior e única reserva do planeta) e outros, ficarão intactos, esperando servir as necessidades futuras das "nações civilizadas da Europa". Está escrito. Está feito. Está sacramentado pela Religião de Gaia.
Pena que se omita nos jornais e nos horários "nobres" da tv, nos blá blá blá radiofônicos, um parto, um evento tão significativo como estes dogmas, editados por famílias de sangue azul e instituições internacionais. O significado é abrangente e temos diante de nós os "Dez Mandamentos" da nova era. Um dos criadores, Mikahil Gorbachov ex chefe da KGB e Primeiro Ministro da União Soviética, cita "o manifesto de uma nova ética para o mundo...novos conceitos para subordinar todo o sistema de idéias, subordinar a moral e a ética, para um novo modo de vida".
Tudo feito nos laboratórios cerebrais de ateus, sem previa consulta. Uma carta constitucional para a terra, uma religião sem Deus, mas com uma deusa, Gaia, que deve ficar intocada, ser venerada. As populações devem ser reduzidas para "não secar os peitos da mamãe Gaia". Talvez por isso mesmo se promova com tanta sofreguidão o casamento estéril entre pessoas do mesmo sexo.
Talvez por isso mesmo as escolas inglesas tenham adotado, como já indicava o lord Bertrand Russel há meio século, as aulas práticas de sexo para crianças a partir dos cinco anos. Talvez por isso os juristas ingleses tenham interpretado a denúncia de estupro continuado de uma criança dentro da escola, sem punir os professores, concluindo que os estrupadores eram muito jovens para receber punição.
E certamente dentro da nova lógica marxista, surgiu o Projeto Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo Presidente operário, proibindo o uso de símbolos religiosos nos locais públicos na ex Terra de Santa Cruz. Fico pensando como será a imagem da deusa Gaia, se será gorda, relaxada sobre um berço esplêndido, com uma estrela vermelha na testa...
No pasarán, diziam os espanhõis na Guerra Civil. Pois nós brasileiros, podemos dizer que os propósitos comunistas da nova ordem mundial, associados aos propósitos dos banqueiros e famílias ricas que controlam o mundo, própositos que tentam a qualquer custo enfiar na goela dos brasileiros, no passarán!
Referências: Dr. Juan Claudio Sanahuja, www.noticiasglobales.org

Transcrito do Blog "Viver de Novo":
http://montenegroviverdenovo.blogspot.com/


terça-feira, 20 de abril de 2010

Os abusos de poder de Lula


17 de abril de 2010 | 0h 00
JOSÉ ÁLVARO MOISÉS * - O Estado de S.Paulo

Existe relação entre a posição do governo quanto aos perseguidos políticos de Cuba, os desrespeitos do presidente à legislação na campanha eleitoral e a irresponsabilidade com que ele e outras autoridades públicas reagiram às catástrofes e mais de 250 mortes no Rio de Janeiro e em Niterói?

Nas últimas duas décadas o Brasil reconquistou o regime democrático. Não está em questão se a democracia existe, mas a sua qualidade. Os escândalos de corrupção, as tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa e o discutível desempenho do Congresso Nacional mostram que a consolidação da democracia não depende apenas de votar e escolher governos.

A democracia é mais do que isso. Ela se baseia na soberania popular para ser efetiva e depende de que as instituições que previnem o abuso de poder e asseguram o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário funcionem a contento, sem sofrer ameaças veladas ou não de governantes ou de seus competidores. Não basta ter uma Constituição para garantir o império da lei, a vigência de direitos individuais e sociais e a obrigação dos governantes de prestar contas de suas ações e se responsabilizarem por elas.

O papel dos líderes que se dizem democratas é essencial, pois eles não são apenas mandatários de cargos administrativos, têm de dar o exemplo de correção e probidade no trato dos interesses públicos e, diante das incertezas próprias da democracia, têm o dever de orientar e educar os cidadãos para respeitarem a lei e as decisões coletivas, conviver com o pluralismo político e aceitar que, além da maioria, as minorias também têm direitos - princípios que distinguem o regime democrático de suas alternativas.

Atualmente, essas qualidades de liderança estão em falta no Brasil. A despeito de seus méritos, como manter a estabilidade econômica e ampliar as políticas sociais de seu antecessor, Lula virou as costas para valores democráticos fundamentais, revelando ao final de dois mandatos outros aspectos de sua personalidade política. Supõe às vezes estar acima da lei, burla o princípio de igualdade política e mistifica a crença dos eleitores de baixa renda, condenados a baixos níveis de educação, por isso mesmo menos críticos diante de quem usa o prestígio da Presidência para fazer crer que é o único autor dos avanços recentes do País.

No caso de Cuba, em vez de reconhecerem a opressão aos perseguidos políticos do regime e a ofensa a direitos assegurados pela Carta da ONU, Lula e os seus se solidarizaram com os dirigentes cubanos que arbitram autoritariamente sobre a vida dos perseguidos do regime, debochando do sentido político da greve de fome como forma de protesto. Lula desqualificou a sua própria experiência na luta contra o regime militar e igualou essa luta à ação de criminosos comuns; ofendeu milhares de perseguidos e torturados no mundo inteiro e gente de seu governo que sofreu perseguição no passado. O silêncio ou a abstenção do governo brasileiro em votações na ONU destinadas a condenar o desrespeito aos direitos humanos na Coreia do Norte, no Irã, no Sudão, no Congo e no Sri Lanka, ou a tolerância à destruição da democracia na Venezuela de Chávez, iluminam outros lados do quadro.

Nesses casos, Lula deixou de lado a posição majoritária dos brasileiros a favor da democracia verificada em pesquisas de opinião. Na campanha por sua candidata à Presidência, em flagrante desrespeito às leis eleitorais, tem se utilizado dos benefícios do cargo há mais de dois anos para fraudar o princípio de igualdade política. Multado pela Justiça Eleitoral, desqualificou as penalidades, convidou o público a debochar das regras e deu a entender que, diferente dos outros cidadãos, despreza as exigências da legislação. A repercussão negativa o levou a pedir cuidado aos ministros, conclamando-os a serem republicanos. Mas o embuste é flagrante - senão a ignorância de Lula quanto ao significado do conceito de res-pública -,pois antes e depois da advertência não se controlou em eventos e inaugurações oficiais, publicizando a sua candidata.

A indiferença de Lula diante dos mecanismos de controle dos Poderes republicanos é evidente. Seu governo desconhece o conceito de accountability, como ficou evidente no caso do mensalão e dos desmandos de José Sarney. Mais dramática ainda foi sua atitude diante das catástrofes no Rio de Janeiro e em Niterói. Primeiro, apelou aos céus diante das chuvas; depois, anunciou a liberação de R$ 200 milhões para ações de emergência e, finalmente, quando veio a público o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) mostrando que o Ministério da Integração Nacional liberou, em dois anos, mais de 64% de recursos para emergências à Bahia do ex-ministro Geddel Vieira Lima, e menos de 1% para o Rio de Janeiro, Lula chamou o relatório de "leviano".

Não é a primeira vez que ele desqualifica as decisões do TCU. Em mais de uma ocasião, quando gastos indevidos foram identificados pelo tribunal, o presidente se comportou como se não tivesse obrigação de dar explicações ao País. Até agora, nem ele nem seu ex-ministro apresentaram os critérios usados na distribuição dos recursos emergenciais. Ademais, em oito anos de governo, Lula parece não se ter dado conta de que ocupações urbanas de risco não se resolvem com medidas de emergência. Mas, ao qualificar de "levianas" as críticas do tribunal, deu razão a autoridades como o prefeito de Niterói, que, após vários mandatos à frente da cidade, confessou desconhecer os laudos técnicos que condenaram a urbanização do lixão do Morro do Bumba. Lula abusa do poder, rebaixa a qualidade da democracia e, pior, estimula outras autoridades a fazerem o mesmo.

* O AUTOR É PROFESSOR DE CIÊNCIA POLÍTICA E DIRETOR DO NÚCLEO DE PESQUISA DE POLÍTICAS PÚBLICAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.


Transcrito da página do jornal "O Estado de São Paulo":

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100417/not_imp539539,0.php