sábado, 8 de dezembro de 2012




Em nome da Rose.

 

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Victor Barbosa

O julgamento do mensalão trouxe para surpresa de muitos algo surpreendente: pela primeira vez mandachuvas foram condenados. Mais impressionante estar entre eles José Dirceu, o “capitão do time” no primeiro mandado de Lula da Silva e que mesmo tendo perdido o cargo e depois o mandato de deputado federal, graças a Roberto Jefferson, continuou a dispor de enorme poder de mando dentro e fora do PT.


Esse acontecimento inédito se deveu ao relator, ministro Joaquim Barbosa, o que lhe granjeou admiração e respeito de parte da sociedade. Ele foi seguido pela maioria de seus pares, com exceção dos ministros Lewandowski e Toffoli que atuaram como advogados de defesa dos companheiros do PT. Não se pode também deixar de mencionar a atuação firme corajosa do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que se tornou alvo da sanha vingativa do PT.


Com relação ao ministro Joaquim Barbosa se pode imaginar a profunda dor que seu prestígio causou a Lula da Silva. Não só porque ele se sentiu traído, visto que havia nomeado o ministro e pensava que o STF era mais uma de suas capitanias hereditárias, mas, principalmente, porque o descomunal ego do ex-presidente deve ter sido tremendamente abalado diante de alguém que lhe fez sombra entre cidadão esclarecidos.


Como no conto infantil Lula deve ter perguntado ao espelho mágico: “Espelho meu, existe no momento homem mais querido do que eu”? E o espelho respondeu: “Sim, majestade, o ministro Joaquim Barbosa”.


Para ser como gosto, politicamente incorreta, traço um paralelo entre Lula da Silva e o ministro Joaquim Barbosa, completamente diferentes em termos de caráter, sendo sua única semelhança a origem humilde:


Lula da Silva fez questão de continuar iletrado e é um velhaco que tudo conseguiu apenas com muita sorte e lábia. Joaquim Barbosa estudou, trabalhou e se tornou o homem honrado e competente que conseguiu salvar o STF das garras da quadrilha enquistada no Executivo pelo PT. Com relação ao primeiro me envergonho de ser brasileira. O segundo me inspira justo orgulho pelo meu país.


É vergonhoso, por exemplo, observar que o governo foi de tal modo loteado e corrompido por Lula da Silva, via seu então primeiro-ministro, José Dirceu, que volta e meia explode mais um tremendo escândalo de dimensões nunca antes havidas nesse país. Como disse jocosamente José Simão, colunista da Folha de S. Paulo, “escândalo no PT é como caixa de lenços de papel: você puxa um e vem logo três”. “Você nunca consegue puxar um só”.


Assim, enquanto o julgamento vai terminando vem à tona o caso de Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, um cabide de emprego e um gabinete das sombras de onde Lula exercia comodamente seu terceiro mandato sem precisar ir à Brasília.


A bancária e sindicalista, Rose, também de muita sorte, trabalhou durante doze anos com o chefe da quadrilha do mensalão, José Dirceu. Neste período, como indica a Operação Porto Seguro da Polícia federal, ela fez um curso completo, com mestrado e doutorado na arte de obter vantagens e indicar trambiqueiros, falsificadores, achacadores, vendedores de facilidades, enfim, companheiros corruptos que passaram a ocupar altos cargos. Nada, porém, Rosemary conseguiria se não fosse sua intimidade com aquele a quem chamava carinhosamente de tio, de Luiz Inácio, de PR.


Em nome da Rose as portas se abriam, não tanto pela “madame”, mas por ordem do “tio” sempre solícito em atender aos pedidos de sua Marquesa de Garanhuns. Os jornais e revistas estão cheios de detalhes das tramoias, das fraudes, das negociatas da Marquesa e de seus protegidos e seria repetitivo enumerá-las. Ressalve-se, porem, a sordidez a que chegaram os labirintos escuros e tortuosos da administração publica.


Lula da Silva anda desaparecido, mas mandou dizer que o seu caso com Rose é assunto particular. Deve até se sentir orgulhoso e se comparar a presidentes que também tiveram amantes. Mas, ao que se sabe, outros presidentes não nomearam nem acobertaram corruptos para satisfazer os desejos de suas outras mulheres.


Se o caso fosse apenas particular Lula poderia ter presenteado Rose com joias caras, carros de luxo, apartamentos suntuosos. Afinal, o “pobre operário” deve estar podendo bancar tudo isso. Mas preferiu mandar a conta para o povo, pois quem paga a corrupção governamental somos nós.


Enquanto não acontece outro escândalo petista um fato importantíssimo não tem tido a relevância que merece. Refiro-me ao fracasso da expansão econômica. A previsão de um PIB, em 2012, que talvez não chegue a 1%, nos coloca de novo na rabeira dos Brics e configura o biênio perdido de Dilma Rousseff. O governo camufla a inflação, altera os dados, falsifica as informações. Inutilmente, pois a realidade acontece, independente da propaganda. E como é pesada a herança maldita de Lula da Silva e de sua sucessora, Dilma Rousseff.


Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga - www.maluvibar.blogspot.com.br - mlucia@sercomtel.com.br


Transcrito do Alerta Total de 6 de dezembro.

        http://www.alertatotal.net/2012/12/em-nome-da-rose.html



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012




LA VIE EN ROSE

*Percival Puggina

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.

   Bem me diziam que São Paulo é um país amigo do Brasil. O fato teve confirmação quando se soube que o chefe de Estado brasileiro mantém lá uma embaixada, localizada no mais concorrido point do capitalismo tupiniquim - a esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista. Ali, Lula presidente instalou a amiga Rosemary Nóvoa de Noronha, dita Rose, como embaixadora plenipotenciária para assuntos nacionais e internacionais.

  A natureza das atividades a que ela se dedicava chegou recentemente às manchetes. E mais uma vez arrancou silêncios do ex-presidente, que parece totalmente desinteressado do assunto. Duas pessoas falaram por ele. Falou por ele o sempre obsequioso ministro Gilberto Carvalho, que disse não ver motivos para os fatos trazerem qualquer perturbação ou constrangimento ao amigo Lula. E falou por ele, também, a muda e sorridente submissão de dona Marisa Letícia. Não vou tratar aqui desse submundo em que tantos amigos de Lula são assíduos frequentadores. As docas e bares do porto de Marselha, nos anos 50, eram habitadas por marinheiros, vagabundos e prostitutas mais exigentes em suas transações. Não é disso que este texto se ocupa. Quero falar sobre o tal Escritório de Representação da Presidência da República em São Paulo e sobre como se confiam a mãos tão incompetentes quanto sujas setores decisivos ao funcionamento do país.

    Para que serve esta estrutura administrativa existente nos escalões presidenciais onde, há sete anos, Rose ia levando sua vie en rose? A Polícia Federal entrou lá por uma porta e a ordem de Dilma chegou fulminante: fica extinto o cargo que ela ocupava. Se podia ser extinto, por que existia? Doravante, segundo teria disposto a presidente, todas as determinações relacionadas com aquela repartição federal serão originadas de Brasília. Resta a pergunta: o que há num escritório sem chefe, além de telefonista, office boy e motoboy?
 
   O caso é uma evidência de o quanto se joga fora o dinheiro do contribuinte. Cargos são criados por necessidade de acomodar afetos pessoais e cargos são extintos por necessidade de resolver desconfortos causados pelos ocupantes. Com a mesma mão que assinou a extinção do cargo da dona Rose, Dilma despachou para o Congresso projeto de lei criando outros 90 junto à presidência da República.

   A história das atividades que agora estão sob exame da Polícia Federal no escritório paulista mostra, por outro lado, os parcos critérios com que são providos postos significativos como são as chefias das agências reguladoras de atividades concedidas. Nem mesmo a complicada ficha funcional de um dos irmãos Vieira foi motivo suficiente para frear a determinação de vê-lo titulando o posto que pretendia. E tudo se passava ante os olhos da mãe do PAC, sob o nariz da mãe do PAC e junto aos ouvidos da mãe do PAC. Por quê? Porque o poder confiado a mãos irresponsáveis não vale pelo bem que produz mas pela festa que proporciona e porque é muito difícil afastar-se de más companhias generosas.

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* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

Recebido por e-mail.

 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012




  PMDB E A DESCONSTITUIÇÃO POLÍTICA DO RIO!

       
1. Qual a opinião do governador e do prefeito do Rio sobre a Reforma Política? O que pensam do novo Código Florestal? E do Pacto Federativo? Como redefinir os novos FPE e FPM? O que pensam sobre a CPI do Cachoeira e sobre o julgamento do STF? O que acham da política internacional do governo federal em relação à América Latina? Qual a opinião deles sobre a política industrial da Dilma? Etc.
       
2. Quando publicaram algum artigo em jornal a respeito de quaisquer desses temas? Nada. Exceção desesperada, na questão dos royalties que, aliás, sequer conseguiram que os relatores na Câmara e no Senado –ambos do PMDB- analisassem, com eles, alternativas.
       
3. Nunca antes na história do Rio de Janeiro suas máximas autoridades foram tão estéreis politicamente. O Brasil é uma Federação, ou seja, constituída por seus Estados e Municípios, especialmente aqueles metropolitanos. Quando, na história do Rio, vivemos uma situação dessas? Nunca! O Rio já não conta mais politicamente como unidade federativa. Foi desconstituído em sua liderança federativa.
       
4. Isso, no Rio, que foi a razão da independência, da unidade e da identidade nacionais. As atuais autoridades desintegraram a dimensão política do Rio.  Um se gaba de ser amigo do peito do ex-presidente, aos brindes de vinhos caros. Outro de ser síndico. Declarações abertas de esterilidade e impotência políticas.
       
5. Justificam-se se deitando como pele de leão caçado, oferecendo-se como piso almofadado à caminhada dos que os usam em nome da troca de benesses. Aliás, preço vil, se comparado com outros estados e capitais e com governos anteriores daqui. Há uma lista de comparações de investimentos e parcerias que os deixa bem atrás. E ninguém se chafurdou em sabujices.
       
6. Mas exultam com o que fazem, destruindo a imagem política de centralidade de 250 anos do Rio. Nenhum outro estado (especialmente os mais importantes) precisou de tanto avassalamento, ao preço de sua descaracterização política. A história é pródiga em exemplos: a desconstituição política termina sendo a desconstituição econômica e ética. E no Rio já está sendo.



Transcrito do Ex-Blog do César Maia de 26 de novembro.

sábado, 24 de novembro de 2012



 

O ESPIRITISMO AO CRENTE CONSOLA, A CRENÇA DOGMÁTICA O ESTORVA

 *José Reis Chaves
  
   Os dogmas religiosos são impostos, não tendo o apoio da razão.
  Veja-se o caso da reencarnação, uma questão totalmente racional do ponto de vista bíblico, filosófico, teológico, da infinita misericórdia de Deus, e já também científico, mas existe um dogma contra ela. Um outro exemplo é o heliocentrismo. A Igreja demorou 350 anos para anular a excomunhão de Galileu, o mais importante defensor desse sistema que lançou por terra o geocentrismo de Ptolomeu. Será que vai ser assim também com a reencarnação? Mas que o cristianismo ortodoxo não lamente também o fato de estar perdendo terreno para outras religiões não cristãs, pois, como se diz, é malhar em ferro frio interpretar erradamente a Bíblia e ir contra a Ciência!
   Do ponto de vista do espiritismo científico, lembro aqui os cientistas Dr. Sérgio Felipe, Mestre em Neurociências pela USP, Diretor do Pineal Mind do Instituto de Saúde, e criador e diretor do Projeto de Construção da Universidade do Espírito (Uniespírito) de Paris e São Paulo, projeto esse que já está em andamento; Hernani Guimarães Andrade (psicobiofísico); Sônia Rinaldi (Transcomunicação por computador); Russel Wallace; William Crookes; Wynne; Huggins; Cox; Tindall; Humphry; Dawi; Richardson; Humboldt; Charles Richet; o tcheco Raudive (com mais de 70.000 esperiências de Transcomunicação); Stanislav Grof (da TVP) etc.
   A esses cientistas, acrescento os que são também padres: François Brune, representante do Vaticano para a Transcomunicação e autor de “Os Mortos nos falam”, Ed. Edicel, Brasília (DF); Landell, exorcista e inventor do Transmissor de Ondas (precursor do rádio), do telefone sem fio e do telégrafo sem fio, e começou a projetar a transmissão de imagem de TV; Agostino Gemelli; Pelleegrino Ernetti; Leo Schmidt; Miguel, de Brasília (DF); Gino Concetti (comentarista do “Osservatore Romano”); Gebhard; Pistone; João Martinetti; Pascoal Magni etc. Todos esses padres são doutores em Teologia, geralmente formados pela Universidade de Latrão (Roma), e escritores que ocupam funções importantes na Igreja.
   E entre vários pastores, com experiências desses fenômenos com espíritos, cito o reverendo da Igreja Anglicana, Dr. Hieraldur Nielsson, prof. de Teologia da Universidade de Reykjavik, capital da Islândia, e que foi encarregado pela Sociedade Bíblica Inglesa para traduzir o Antigo Testamento para o Islandês, um trabalho de nove anos. (Para quem quiser saber mais sobre os cientistas, os padres cientistas citados e o reverendo Nielsson, recomendo pesquisa na Internet e o livro “Os Espíritos Comunicam-se na Igreja Católica”, de Paulo Neto, Ed. GEEC, 2012). E é do Reverendo Nielsson esta afirmação: “Paulo e os cristãos primitivos acreditavam em uma incessante comunicação com um mundo invisível, mais evoluído do que o nosso. É essa mesma comunicação que os espíritas reataram...” (do seu livro: “O Espiritismo e a Igreja”, Ed. Correio Fraterno, SP).
   Digo, pois, com o devido respeito às crenças dogmáticas, que o espiritismo, por ser bíblico, científico, filosófico e racional, nos consola, nos dando uma esperança segura da continuação da vida depois da morte. Já as crenças dogmáticas, impostas e não expostas, conturbam estorvam-nos na fé na imortalidade dos espíritos que nós somos, prejudicando seriamente essa nossa fé!

PS:
    Recomendo
o livro “Histórias da Vida – Nos Passos do Mestre”, da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais (AME), Editora AME, BH, 2012.
Parabéns ao jornal O TEMPO, por ser o quality paper mais vendido nas bancas de Minas Gerais.
Pela Rede Mundo Maior de TV e TVCEI, às quintas-feiras, às 20h, o programa “Presença Espírita na Bíblia”, apresentado por este colunista de O TEMPO, de Belo Horizonte, e reprisado aos domingos, às 23h, horário de Brasília. Para perguntas e sugestões: penb@redemundomaior.com.br e rede@redemundomaior.com.br
Aos domingos, na Rede TV, às 16h15, o programa espírita Transição.

*Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO,  pode ser lida também no site www.otempo.com.br   Clicar o item “TODAS AS COLUNAS”. Podem ser feitos comentários abaixo da matéria sobre ela e outros comentários. Ela está liberada para publicações. Ficarei grato pela citação nelas de meus livros: “A Face Oculta das Religiões”, Ed. EBM (SP), “O Espiritismo Segundo a Bíblia”, Editora e Distribuidora de Livros Espíritas Chico Xavier, Santa Luzia (MG), “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP)  e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG) –  www.literarium.com.br -  e meu e-mail: jreischaves@gmail.com Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail:  contato@editorachicoxavier.com.br    e o telefone: 0800-283-7147.

Recebido por e-mail.