quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ViVerdeNovo: ATENÇÃO MACONHEIROS!Ovizinho Uruguai, por iniciat...

ViVerdeNovo: ATENÇÃO MACONHEIROS!


Ovizinho Uruguai, por iniciat...: ATENÇÃO MACONHEIROS! O vizinho Uruguai, por iniciativa do seu presidente José Mujica, comunista com história idêntica à da senhora que ...

quarta-feira, 24 de abril de 2013


FALTAM BOAS NOTÍCIAS


Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Artigos de Aristóteles Drummond agora também em Manaus no Jornal do Comércio, o mais tradicional do Estado
 
  Não precisamos desonerar setores produtivos como um curativo provisório. A receita caindo, o governo ou vai emitir ou vai buscar em outro lugar.  Precisamos ampliar a base de contribuintes, vencermos o corporativismo dos auditores estaduais e federais e partirmos para os impostos de controle eletrônico, como o caso da CPMF.

   Desonerar a folha é a reforma da legislação trabalhista, cada dia mais opressora e assustadora para o empresário, que é empregador e sofre ameaças inacreditáveis. Inclusive de penhora em favor de reclamantes que somem com o dinheiro. Desonerar a folha e garantir a boa aplicação dos recursos do sistema “S”, grande criação do presidente Vargas, é controlar as federações, apurar desvios de dinheiro – quando não de distribuição pura e simples como parece ter ocorrido em Minas – e implantar a medida que vige em alguns estados de nada além de dois mandatos, como combate ao peleguismo sindical patronal.

   E o judiciário ainda interfere na vida das empresas. O governo não garante a propriedade e não pune o saque, como no caso da Pousada na Bahia, em que índios roubaram o estabelecimento e nada aconteceu na área policial. É incrível a passividade da sociedade. Obras públicas de alto interesse nacional são alvo de greves e depredações. E fica tudo impune! Favorecer a produção é diminuir o número de impostos e a burocracia que emperra e onera a atividade produtiva. Garantir o emprego pelos lucros e não pelas pressões políticas. Não podemos enveredar pelo exemplo argentino.

   Obras emergenciais, liberação de parcerias na área dos transportes, crédito democratizado e não apenas para grandes corporações. A receita é conhecida, reconhecida e nunca aplicada.

   É preciso abrir a caixa preta de nossas relações comerciais e financeiras com Cuba, Angola, Argentina, Bolívia e alguns outros países, que querem nossos produtos e não pagam. Temos de saber ainda em que estão aplicadas nossas reservas cambiais. Teremos títulos da Argentina ou da Venezuela? Precisamos saber, ser informados, as divisas não são do governo, mas sim da sociedade!

   Não temos oposição, não temos representação empresarial de porte. Destaque para as associações comerciais e indústrias que não dependem de repasses dos governos. O resto usa da função, em muitos casos, como trampolim político e nada mais. Vamos pensar no assunto!

   Como muitas empresas não têm donos – as famílias que herdaram grandes negócios ou quebraram ou venderam –, não existe o clima de defesa do patrimônio, do ambiente de negócios, da sobrevivência do capitalismo. Que é fonte de progresso e justiça social pela via da meritocracia.

   Que orfandade preocupante para um país que entra numa crise e entrega sua gestão aos que não acreditam na atividade empresarial. Gostaria de estar enganado!


Transcrito da página do jornalista e escritor Aristóteles Drummond:
                                 
                                       http://www.aristotelesdrummond.com.br/




DILMA E PATRIOTA: DOIS PESOS..., DUAS MEDIDAS!
 
       
(Eliane Catanhede - Folha de SP, 23) 1. Até aqui, o Brasil tratou de modos distintos as questões internas do Paraguai e da Venezuela. O ex-bispo Fernando Lugo foi deposto em tempo recorde, mas pelo Congresso e pela Justiça e com apoio da Igreja Católica e um certo conformismo da população. Apesar disso, o Brasil articulou a suspensão do Paraguai do Mercosul e da Unasul.
       
2. Já Maduro foi eleito por margem muito apertada de votos e num processo sob suspeição --tanto que há recontagem--, mas Dilma correu a reconhecer a vitória e cumprimentá-lo já no primeiro minuto. Dois pesos, duas medidas.

3. A demora de Dilma para telefonar ao paraguaio Cartes e a versão de que há pressões para que o Congresso do país aprove a Venezuela no Mercosul são maus prenúncios. Liderança é uma coisa, arrogância é outra bastante diferente.


Transcrito do Ex-Blog do César Maia de 24 de abril.



TARSO NÃO FALA COM TARSO


*Percival Puggina


   O governador Tarso Genro, em recente reportagem publicada no jornal Zero Hora, manifestou-se alarmado com o déficit da Companhia Estadual de Energia Elétrica. Classificou as ações trabalhistas promovidas por servidores da companhia como "paiol de dinamite de reclamatórios" causadoras de um "passivo brutal". Esse passivo chega a R$ 407 milhões e há 9,4 mil ações pendentes. Enquanto isso, a rede de distribuição de energia está aos cacos e o fornecimento é interrompido faça vento, frio ou calor. Haja raio ou chuva. E, às vezes, sem qualquer motivo observável.

   Pus-me a pensar. Nosso governador, eleito em primeiro turno pelos gaúchos, depois de 27 meses de governo, anda impressionado com os números do passivo trabalhista da principal companhia energética do Estado? Só agora? Só agora, quando sua gestão está mais para o fim do que para o começo? Por outro lado, o titular do Piratini é advogado e foi por muito tempo advogado de sindicatos. É perfeitamente conhecedor dos caminhos que conduzem as reclamações trabalhistas até o Erário, pela via não tão expressa, mas bem trafegável, da sempre generosa Justiça do Trabalho.

   Poderíamos pensar que diante da amarga realidade da maior estatal gaúcha, o governador tenha aprendido a ser prudente em relação ao dispêndio público. Não. Nada disso. Durante a campanha eleitoral de 2010, Tarso Genro surfou na onda generosa de uma de suas iniciativas como ministro da Educação - o piso nacional do magistério público. Orgulhava-se de haver proposto o referido piso e de ter sido o segundo signatário da lei que o instituiu, já então como ministro da Justiça, em ato que teve a participação de Lula, da candidata Dilma e de seus companheiros de partido e governo. Evento de muita festa, regozijo e dividendo político.

   Surfando, chegou ao Piratini. Pergunto: pagou o piso que tanto alardeara como coisa extraída do lado direito do próprio peito, em reverência aos mestres brasileiros? Não. Nem bem sentou na ambicionada cadeira fez aprovar robusta majoração no percentual de desconto previdenciário de todos os servidores. Era tão descabido o valor que o Tribunal de Justiça do Estado o declarou inconstitucional por equivaler a sequestro de vencimento. Quanto ao piso do magistério - o cantado e sonhado piso - esse foi agendado para as calendas do final do governo. Parece mentira, mas é verdade. O governador gaúcho entrou em confronto jurídico consigo mesmo. Alinhado com colegas de outros Estados, buscou junto ao STF alterar a cláusula de reajuste constante do projeto que ele mesmo criou.

   Ao fim e ao cabo, o Supremo determinou que o piso concebido pelo ministro vale, também, para o governador. E vale a partir de 27 de abril de 2011. Portanto, se Tarso Genro quer responsabilizar alguém pelos seus sustos, deve procurar dentro dos próprios sapatos. Ali, calçado e amarrado, está o autor do mais robusto paiol de dinamite de reclamatórias que apavora a comunidade gaúcha. Ações certamente já começam a tramitar, envolvendo direito líquido e certo, reconhecido pelo STF. E gerarão uma dívida cujo montante se estima em algo como R$ 10 bilhões até o final do governo de Sua Excelência. Consta que Tarso Genro governador já se recusa a cumprimentar Tarso Genro ministro.

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* Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

Recebido por e-mail. 

 

domingo, 31 de março de 2013



O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA ... QUEM DIRIA!

*Percival Puggina


          Não é que o CFM decidiu recomendar ao Senado Federal a ampliação dos casos em que o abortamento não é punido? Tais excepcionalidades, propôs o Conselho, passariam a abranger, também, os realizados em gestações que não tenham alcançado o 12º semana.

          Quer dizer, doutores, que até o 12º semana o feto é coisa descartável, que se extrai como uma verruga ou um fecaloma? Sabiam que o anteprojeto para o novo Código Penal, que os senhores querem estragar ainda mais, pretende pôr na cadeia por até quatro anos quem modificar um ninho de ave? Sabiam que existem leis no Brasil que impõem sanções a quem meter a mão no ambiente natural onde determinadas espécies se reproduzem ou cuidam de seus filhotes? Um canto de mato, uma beira de lagoa, um trecho de praia, funcionam como úteros da natureza e ganham proteção legal. Em contrapartida, na ótica dos médicos do CFM, o nascituro, o humano nascituro porque outra natureza jamais lhe advirá, este pode ser, no útero materno, objeto de suas tesouras e aspiradores. Foram necessários, segundo li, dois anos de doutas confabulações para que os membros do CFM chegassem a tamanho despropósito.

          Certa feita, num programa de tevê, debatia-se sobre legalização do aborto. Participava do debate um conhecido médico de Porto Alegre que defendia a tese ora aprovada pelo Conselho de sua categoria. Num dado momento, pedi ao mediador que exibisse as fotos da menina Amillia Taylor, nascida com 284 gramas de peso num aborto espontâneo. Perguntei então ao médico se ele seria capaz de arrancar aquele ser aos pedaços do útero da mãe. O médico olhou-me com constrangimento e, diante das câmaras, viu-se obrigado a  ser sincero - "Eu não!".

          O que mais me estarreceu, nesta manifestação do CFM, foi que, pelas palavras do seu presidente, o órgão "defende a plena autonomia da mulher de levar uma gestação adiante". Credo! Essa sequer é uma lógica médica, mas jusfilosófica, e de péssima vertente. Lógica de lobo. Quero porque quero. Atribuíram à mulher uma concepção abusiva do direito de propriedade - "faço o que bem me apraz com o que me pertence, doa em quem doer". Raros liberais afirmariam isso com igual convicção porque contradiz elementares noções de justiça. No caso do abortamento voluntário, o que antes era precária filosofia, vira puro sofisma: se o corpo da mulher a ela pertence, o do feto pertence ao feto porque ele é um inteiramente outro. E na maior parte dos casos até nome próprio já tem.

          "O sistema nervoso central ainda não se formou, na 12ª semana de gravidez", prosseguiu o doutor presidente procurando justificar o injustificável. É verdade, doutor, o sistema nervoso central não se formou, mas outros órgãos já funcionam, o coração já bate há muito tempo e está na natureza do feto que todos os demais venham a aparecer. Uma semana depois, na 13ª, já se pode saber se ele é do sexo masculino ou feminino.

          Remover do CD player, aos primeiros acordes da 9ª Sinfonia de Beethoven, o CD em que foi gravada, não autoriza afirmar que a fascinante composição não esteja ali, inteira e bela, até os últimos acordes.

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* Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

Recebido por e-mail. 

 

quinta-feira, 28 de março de 2013



CONTRARREVOLUÇÃO DE 64: CUMPRIMENTO 
CONSTITUCIONAL DO DEVER

Aileda de Mattos Oliveira*

Ao obstruírem o direito que é facultado a todos os cidadãos, por força de lei, de respirarem uma democracia oxigenada na total liberdade de manifestação, independente de cor política; ao imporem impedimentos às Forças Armadas de comemorarem as suas mais caras datas simbólicas, fica atestada, publicamente, a forma autoritária de governo dos que temem, dos que estão inseguros de sua força de persuasão no seio da grande massa, permeável, é certo, porém, muito mais propensa à diversão do que à doutrinação.
Esqueceram-se de que há uma considerável parcela da sociedade de sã memória, de valores incontestáveis, e que reviverá, sempre, as datas consagradas aos movimentos de libertação da Nação Brasileira, os quais a impediram de transformar-se num gigantesco satélite do totalitarismo vermelho.
Apesar dos párias políticos que pululam em todos os setores do governo e que, prazerosamente, se abastecem do dinheiro público; apesar de esses párias escolherem como alvo de suas perseguições instituições altamente credenciadas, permanecem elas silenciosas, mas vigilantes, no cumprimento do dever e na fidelidade ao Estado Brasileiro. Entidades, rígida e disciplinarmente constituídas, seguidoras da Lei Maior, quanto à segurança e à defesa do país, irrompem nos momentos em que o comportamento anárquico dos incentivadores da desorganização do regime põe em perigo a estabilidade do ainda inconsistente sistema republicano brasileiro.
A parte da sociedade que não se deixa submeter às distorções doutrinárias há que comemorar, há que exaltar a data em que foi desestruturado mais um desses movimentos traiçoeiros de implantar no Brasil a ingovernabilidade com objetivos de impor um regime, cujas diretrizes vinham sendo traçadas e determinadas, de fora, pelo totalitarismo estrangeiro, alimentado por ideologias incompatíveis com as mais caras tradições brasileiras. Há que comemorar, há que exaltar o dia 31 de Março de 1964, quando os militares sustentaram a pesada carga que lhes caiu sobre os ombros, em nome da integridade do Estado Brasileiro, de seu patrimônio cultural, de sua História, escrita por homens de distintas etnias, e que não poderia sofrer os arranhões da histeria vermelha.
Há quarenta e nove anos, povo, imprensa e outras instituições não esperaram o desastre acontecer e clamaram pela presença das Forças Armadas e deram a elas irrestrito apoio para que o país retornasse ao estado de direito, mantivesse intacto o patrimônio público e privado, ameaçado pela turba insana, dirigida por líderes negativos, dispostos a restringir a liberdade de seus opositores e das instituições, liberdade duramente conquistada pela FEB, nos campos da Itália, na Segunda Guerra Mundial.
Hoje, hipócritas, escorregadios, povo, imprensa e outras instituições, todos carregando o imbecil epíteto de “sociedade civil”, dependentes do erário, seja pelos benefícios financeiros da publicidade governamental, seja pelo assistencialismo mantenedor da ignorância popular, seja, ainda, pela compra de identidade de órgãos carnavalescos, já dominados pelos tentáculos da torpe política de inseminação ideológica, que lhes determina o enredo a ser desenvolvido num carnaval de arranjos e manobras ocultas [1]. Todos iconoclastas, a serviço do niilismo que domina a alma (será que eles a têm?) dos que, por atavismo, regrediram a um estágio de degradação moral.
Há, sim, que comemorar a grande data nacional, quando os militares, em cumprimento constitucional do dever, mais uma vez, enfrentaram outra geração de renegados, de complexados elementos que, por acaso, aqui nasceram, mas sempre estiveram a serviço de caudilhos estrangeiros e a eles submetidos, reduzindo-se a serviçais seguidores de uma doentia doutrina secretora de viscosa retórica de subversão da lógica natural.
Torna-se, pois, a Contrarrevolução de 64 um marco histórico, momento crucial em que os militares, RESOLUTAMENTE, abraçaram o Brasil, impedindo-o de que fosse tragado pelo lamaçal pútrido de ideias já ensanguentadas pela vermelhidão da bandeira alienígena.
A “sociedade civil”, presa fácil em razão das facilidades que lhe concedem os governantes; fantoche da política rasa que lhe proporciona contínuos direitos, sem exigência de deveres; fingindo que não vê as rachaduras nas leis penais que instituem o crime como norma; essa dócil “sociedade civil”, gado manso que segue o cheiro das bolsas, das cotas, do dinheiro público, em direção ao curral prisional de suas consciências, quando a última porteira se fechar atrás de si, clamará, tardiamente, pela presença dos militares, relegados, agora, por essa tropa de mulas que não deve, em hipótese alguma, ser chamada ‘povo’.
Quarenta e nove anos se passaram, mas os vermes criados em laboratórios doutrinários robusteceram-se e ameaçam, novamente, o equilíbrio nacional, com a sua devastadora gana de poder e de destruição. Eis a razão para que se mantenham vivas as lembranças dos lastimáveis fatos que levaram à confrontação os Defensores Constitucionais do Brasil e os traidores que desejavam destruí-lo, títeres de governos totalitários, controladores de seus destinos.
Eis a razão para que não se permita o esquecimento, a negação, a ignorância dos verdadeiros motivos que determinaram a Contrarrevolução de 64, pois o Tempo é História, nele está registrado esse momento de grandes lutas, em favor de um país livre dessa mancha vermelha que tenta, no seu retorno, cobrir a terra brasileira, torná-la estéril de valores humanísticos para mais facilmente dominá-la. Rápida é a destruição de um país; vagaroso é o seu desenvolvimento por aqueles que o desprezam e pretendem transformá-lo numa cópia de certo Estado sul-americano, cujas Forças Armadas, dizem as notícias, já estão sob o comando de militares do mesmo credo político, mas de outra bandeira.
Que as sucessivas gerações de militares façam permanecer o dia 31 de Março de 64 como símbolo da reação das Forças Armadas Brasileiras, que cumpriram o seu dever, de acordo com a Constituição vigente, e mantiveram-se fiéis na defesa do Brasil contra a invasão estrangeira, representada por sub-brasileiros, usados por velhacos tiranos que lhes abastardaram o raciocínio pelo enfraquecimento da resistência psicológica, a fim de torná-los cativos da degenerativa doutrina comuno-gramscista.
[1] Uma agremiação carnavalesca fez da imagem de Che Guevara o símbolo de sua escola nos instrumentos e camisas.
(*Dr.ª em Língua Portuguesa, membro da Academia Brasileira de Defesa, articulista do Jornal Inconfidência).

Recebido por e-mail.

Comento:
      Em outra oportunidade, dei o meu testemunho pessoal sobre os acontecimentos que antecederam o 31 de março de 1964, vividos na tumultuada cidade do Rio de Janeiro. Agitadores e desordeiros criaram um clima de desorganização social e econômica insuportável para as pessoas honestas e trabalhadoras desta cidade, culminando com a reação da maioria esmagadora da sociedade  brasileira.
            Agora , eu prefiro transcrever parte de um e-mail de uma pessoa, fora do eixo Rio-São Paulo, sobre o período seguinte ao Movimento Democrático de 1964:

      Não fui uma revolucionária, mas conheço, politicamente, os anos 50-60, por ter, como professora de história, muito me interessado pelo período. Não peguei em armas, nem fui a passeatas, tinha somente meus seis anos em 1964.  Em 1965 papai comprou o nosso primeiro carro, um fusca, e com a inflação sob controle (e tendo sido criado o Banco Nacional de Habitação) construímos uma casa modesta no nascente bairro da Pituba. É possível, melhor, provável, que os que combateram armados o regime militar por convicções democráticas ou no intuito de implantar o comunismo no Brasil tenham sofrido mais que puxões de orelha. E é somente neste ponto, o do desrespeito à pessoa humana, que estou ao lado da esquerda de hoje. Porque naqueles anos nasceu o Brasil moderno, cortado por boas estradas, iluminado pelas grandes hidrelétricas e pelo hoje não mais maldito complexo atômico de Angra (que hoje se esgota em apagões). Centros industriais, portos, a indústria do petróleo, a indústria naval, tudo é legado daquele tempo. Palavras de ordem foram bradadas, mas transformadas em realidade: "integrar para não entregar", nos garantiram a Amazônia e o Centro-oeste. E sabem, amigos, qual foi o maior programa de inclusão social de todos os tempos? O FUNRURAL. É uma pena que se gaste uma geração para desconstruir uma história por motivos ideológicos, particularmente porque, ir-se-ão mais duas para que a verdade surja límpida. Assim se desconstrói uma nação. Choro hoje, enquanto escrevo, pelo meu país!
Maria Coelho
Rua Mato-Grosso 356/202, Pituba, Salvador
071-88761836 
          
       Há um silêncio criminoso sobre os acontecimentos que antecederam 31 de março de 1964 e provocaram a reação da esmagadora maioria da sociedade brasileira. Para saber a verdade basta consultar jornais e revistas da época. O clima, especialmente nos grandes centros, era de medo, perplexidade e revolta com a atuação de um pequeno grupo que pretendia impor suas idéias ao restante do povo brasileiro. Embora insignificante, comparado com a população brasileira, esse grupo era muito bem organizado e pretendia impor, pela força, práticas políticas avessas a formação psicossocial do brasileiro e que se revelaram danosas nos países onde foram implantadas, especialmente quanto as garantias e direitos individuais. 



terça-feira, 19 de março de 2013



RIO: RUA DA CARIOCA ÀS VÉSPERAS DE UM DESMONTE!

   
A. (Ex-Blog) Nessa semana a Câmara Municipal do Rio votará dois projetos de lei complementar polêmicos. Um deles autoriza desapropriar imóveis desocupados. Olho na área portuária. O outro, copiando o caput de um decreto da prefeitura anterior (para iludir os incautos), que tinha como foco estimular hotéis-charme, o amplia abusivamente e autoriza mudar a função e até a zona urbana de imóveis tombados e preservados. O foco aqui é o Corredor Cultural do Centro, SAGAS (Saúde, Gamboa e Santo Cristo), Santa Teresa, Santa Cruz, e assim por diante. O prefeito anterior –hoje vereador- para desmontar a cínica justificativa, propôs um substitutivo: sai a lei e entra o decreto anterior.

B. (Estado de SP, 18) 1. A Rua da Carioca foi aberta em 1698 e chamava-se inicialmente Egito, provavelmente por se localizar próxima de um oratório que lembrava a fuga de Jesus, Maria e José para o Egito. Inicialmente, como apresentava do seu lado esquerdo uma propriedade de padres franciscanos, só teve o lado direito ocupado. Em meados do século 18 tornou-se Rua do Piolho, em homenagem a um morador e só recebeu a atual denominação, em referência ao Largo da Carioca, em 1848.
  
2. Aluguel em alta ameaça lojas na Rua da Carioca. Conjunto do século 19 foi vendido pelos franciscanos para a gestora Opportunity. As transformações urbanísticas no centro do Rio já provocam uma valorização imobiliária no local e começam a afetar quem, há décadas, ocupa a região. Na Rua da Carioca, comerciantes de pontos tradicionais temem que a escalada dos aluguéis obrigue lojas centenárias a fecharem as portas. Essa ameaça atinge locais como o Bar Luiz, reduto de intelectuais, autoridades e turistas desde 1927, a Vesúvio, especializada em guarda-chuvas e barracas de praia, que leva a alcunha de “príncipe das sombrinhas”, e a Guitarra de Prata, que vende instrumentos musicais há 126 anos e por onde já passaram Noel Rosa, Pixinguinha e Baden Powell.
   
3. As lojas fazem parte de um conjunto arquitetônico característico do século 19, quando a arquitetura colonial dos casarões da Carioca perdia espaço para as referências do estilo art déco parisiense. O conjunto, formado por 19 casarões tombados pelo Inepac e pelo Iphan foi adquirido pela gestora Opportunity no ano passado. Os imóveis, então pertencentes à Venerável Ordem Terceira de São Francisco, foram vendidos em um lote único de R$ 54 milhões para saldar dívidas da instituição. Os lojistas reclamam que a ordem religiosa não teria dado o direito de preferência aos comerciantes inquilinos para aquisição dos casarões, pois para exercer o direito de compra seria necessário adquirir o lote todo.
    
4. De acordo com o presidente da Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca), Roberto Cury, o aumento médio dos aluguéis em mais de 50% inviabiliza a permanência dos atuais comerciantes na área. “Estão querendo expulsar os lojistas. A verdade é que estão querendo acabar com o que resta do centro histórico do Rio, o que é lamentável.” Cury relata que uma das lojas teve de fechar as portas porque os inquilinos não concordaram com o aumento de 330% no aluguel.
   
5. A Rua da Assembleia, no século 18, chamava-se Rua da Cadeia, por causa da localização da Cadeia Velha, onde hoje fica o Palácio Tiradentes. No século seguinte, passou a ser Rua da Assembleia, uma vez que no Palácio onde hoje é a Alerj funcionava a Câmara de Deputados do Império. Foi pela Rua da Assembleia que, em 21 de abril de 1792, o Tiradentes, que estava preso na Cadeia Velha, caminhou na direção da forca instalada no Largo da Lampadosa.
   
6. Na Rua da Assembleia, o risco é de verticalização.  Próxima da Rua da Carioca, a tradicional Rua da Assembleia, onde se situa o Palácio Tiradentes, atual sede da Alerj, também entrou na mira das empreiteiras. Os prédios de números 81, 83, 85 e 87, em estilo colonial, foram recentemente adquiridos pela Even, que pretende construir um moderno edifício comercial no local. No térreo do prédio 81, funciona desde 1941 o Restaurante Columbia, cuja especialidade são peixes e frutos do mar.  Edson Monteiro, sócio do estabelecimento desde 1992, não revelou o valor da transação com a Even, mas disse que o estabelecimento vai fechar as portas no dia 30 de maio. No edifício 87, uma loja de roupas (cujo letreiro está coberto com uma lona preta) anuncia em sua vitrine liquidação de até 60%. E no prédio 83 ainda funciona uma livraria. 


Transcrito do Ex-Blog do César Maia de 19 de março.