domingo, 27 de janeiro de 2013



Santa Maria - Nota Oficial FAB


Vítimas do incêndio na boate em Santa Maria estão sendo transportados à Porto Alegre por helicópteros da FAB, H-60H Blackhawk, Esquadrão Pantera ar. Além das quatro trazidas por helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB). Todas foram encaminhadas em ambulâncias ao Hospital Pronto Socorro. Foto - RBS


Nota Oficial FAB - Tragédia em Santa Maria (01)


A Força Aérea Brasileira está em ação por conta da tragédia ocorrida em Santa Maria (RS) na madrugada deste domingo (27/01). A cidade é sede de uma Base Aérea, onde helicópteros H-60 Blackhawk já atuam nos trabalhos de apoio às vítimas do incêndio.

Aeronaves C-97 Brasília, C-95 Bandeirante, C-98 Caravan e SC-105 Amazonas estão de prontidão para cumprir missões de UTI aérea.

Uma aeronave C-130 Hércules transportará uma equipe médica e suprimentos para o atendimento de feridos. Equipes de cirurgia geral e plástica, médicos intensivistas e enfermeiros do Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG) e do Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO) foram mobilizadas para auxiliar no atendimento aos feridos.

Brasília, 27 de Janeiro de 2013

Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica


Transcrito de "defesanet":    

http://www.defesanet.com.br/seguranca/noticia/9460/Santa-Maria---Nota-Oficial-FAB




DEMOCRACIA E DEBATES ELEITORAIS

*Percival Puggina


          E olha que são os pontos altos das campanhas! Durante os processos eleitorais para os cargos de presidente da República, governador e prefeito, os eleitores mais interessados aguardam com expectativa a realização dos debates que, reunindo todos os candidatos, estabelecem o confronto direto entre eles. Fora dos debates, os candidatos falam sozinhos, com textos e imagens editados por especialistas em comunicação, notadamente cientistas políticos, publicitários e jornalistas. Já nos debates é cada um por si, com a cara e a coragem. O debate é o palco do improviso, do inesperado, da ação e da reação.

          O objetivo de todo processo eleitoral e da publicidade dos concorrentes a postos executivos é tornar conhecidos os personagens e suas propostas de gestão. Os debates operam na mesma trilha. Com pequenas variações, as cenas se repetem, eleição após eleição, mais ou menos como descreverei a seguir. Os candidatos, dispostos um ao lado do outro, respondem perguntas formuladas pelo mediador e debatem entre si, dois a dois, o que tenha sido dito. Em sucessivos rounds, o apresentador enfia a mão numa urna e saca a pergunta (como antigamente, em tempos saudosos da Educação de qualidade, se sorteavam pontos de dissertação nos exames orais dos colégios): "O assunto, agora é ... Infraestrutura!", anuncia e de outra urna saca o nome de quem vai responder. E os temas se sucedem, sempre os mesmos, referindo problemas recorrentes para obter respostas sempre iguais.

          Todos os leitores já assistiram essa cena incontáveis vezes e certamente perceberam que os candidatos, de fato, dizem mais ou menos a mesma coisa, tendo como ponto de partida a afirmação de que aquele tópico terá "prioridade absoluta" em seu governo. E acrescenta que é preciso investir mais nisso, com capacidade de gestão, para que a comunidade seja bem atendida. A partir daí o confronto se trava no plano individual, em torno da capacidade do interlocutor para fazer o que diz ou de sua credibilidade para criticar o que critica.

          Essa é apenas a primeira metade da história. A segunda se desenrola após a eleição. O candidato vitorioso, que prometeu fazer e acontecer, faz e acontece tudo ao contrário do que disse. Suas primeiras, mais urgentes e principais providências, as prioridades absolutas, são criar novos cargos para os parceiros, aumentar os vencimentos dos postos de confiança, meter mais um garrote financeiro nos aposentados, ampliar o orçamento para publicidade, tentar elevar impostos, taxas e tarifas, e por aí vai. Tivesse o candidato anunciado uma só dessas medidas durante a campanha eleitoral, teria encontrado as urnas vazias de votos para si no dia do pleito.

          Estou cansado de ver isso. Portanto, sugiro aos grandes veículos de comunicação uma alteração nas regras para tornar mais proveitosos os debates do ano que vem. Em vez de perguntar aos candidatos o que eles pretendem fazer, pergunte-se a eles o que não farão em hipótese alguma. Aí sim, com absoluta segurança, saberemos o que eles vão, mesmo, fazer. Um processo eleitoral que convive inconsequentemente com a mentira atenta contra a própria democracia.

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* Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a Tragédia da Utopia e Pombas e Gaviões.


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EXAMINEMOS A PALAVRA GERAÇÃO, NA BÍBLIA ELA É TAMBÉM REENCARNAÇÃO

*José Reis Chaves
 
   Todos nós sabemos o que significa a palavra geração consanguínea. Na Bíblia, ela é também reencarnação ou geração do espírito.
   Na instituição da data da Páscoa Judaica, foi dito: “Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao Senhor: nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” (Êxodo 12: 14). Moisés fala às pessoas que o ouviam, ou os espíritos encarnados daquela geração contemporânea dele, espíritos esses que serão os mesmos nas suas gerações ou reencarnações futuras. Por acaso, Moisés poderia estar dando instruções para os netos e bisnetos daquelas pessoas ouvintes dele, os quais ainda nem sequer existiriam, se os espíritos delas ali presentes não fossem, no futuro, os mesmos espíritos dos netos e bisnetos delas? E a Bíblia fala até em mil gerações, que só podem ser também dos mesmos espíritos que somos, pois que sentido isso teria para nós, se ela se referisse a um descendente consanguíneo nosso, que só existiria daqui a milhares de anos?
   E eis outro exemplo: “...porque eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, na terceira e quarta gerações daqueles que me aborrecem.” (Êxodo 20: 5). Por que na terceira e quarta gerações, ou seja, a dos netos e bisnetos? Porque o avô ou o bisavô, nesse tempo, geralmente, já morreram. E o espírito deles já pode, então, voltar à vida terrena, reencarnando  no corpo dum seu neto ou bisneto. A preposição “em” (“in” em latim) com o artigo feminino “a” formam a expressão “na”. E a própria modificação de “na” para “até a”, nas traduções mais recentes, prova a verdade de que o texto original bíblico é reencarnacionista. Sim, pois os tradutores mais novos da Bíblia colocaram, no lugar de “na”, a expressão “até a”, dando uma idéia falsa e absurda ao texto, pondo Deus ou a sua lei de causa e efeito punindo filhos, netos e bisnetos inocentes, que nada têm a ver com os pecados dos seus antepassados. Veja-se a tradução de João de Almeida, da década de 1930, na qual não há essa expressão “até a” no texto de Êxodo 20: 5 e outros, mas “na”. E essa frase correta: “na terceira e quarta gerações” constante das traduções antigas é também a da Vulgata Latina de são Jerônimo, do ano, aproximadamente, de 400: “In tertiam et in quartam generationem.” Para quem fala o português, mesmo que não estude latim, sabe que o “in” latino equivale à nossa preposição “em” e não à preposição “até” (ad em latim). E “Pai não paga pecado de filho, nem filho paga pecado de pai. A alma que pecar, morrerá”. (Ezequiel 18: 2-3 e 20). Por oportuno, lembro aos tradutores falsificadores da Bíblia que Jesus disse que nada ficará oculto!
   Para sabermos certas coisas, devemos consultar as gerações passadas (Jó 8: 8), isto é, aos espíritos delas, o que é espiritismo. Aliás, jamais poderíamos consultar o pó dos seus cadáveres no cemitério, mas os espíritos em suas gerações passadas! 
   E Jó arremata (Jó 8: 9): “Porque somos de ontem e nada sabemos.”
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Curso gratuito de Princípios Médico-Espíritas da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais (AMEMG), com transmissão ao vivo pelo Canal 14 da TVCEI www.tvcei.com Informações: ameminas@yahoo.com.br
“Transição” na Rede TV, aos domingos, às 16h15. E na Rede Mundo Maior, por antena parabólica digital e pelo www.redemundomaior.com.br, “Presença Espírita na Bíblia”, às quintas-feiras, às 20h, com reprise aos domingos, às 23h, apresentado por este colunista.

Na Rede Mundo Maior, por parabólica digital, aberta em algumas regiões, a cabo e internet, “Presença Espírita na Bíblia” com este colunista, às 20h das quintas-feiras, com reprise às 23h dos domingos. www.redemundomaior.com.br Para seu comentário: penb@redemundomaior.com.br E na Rede TV, o “Transição”, aos domingos, às 16h15, com reprise nas segundas-feiras, à 1h45.


Parabéns ao jornal O TEMPO, por ser o quality paper mais vendido nas bancas de Minas Gerais.
 

*Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO,  pode ser lida também no site www.otempo.com.br   Clicar o item “TODAS AS COLUNAS”. Podem ser feitos comentários abaixo da matéria sobre ela e outros comentários. Ela está liberada para publicações. Ficarei grato pela citação nelas de meus livros: “Presença Espírita na Bíblia“, Ed. Chico Xavier em Parceria com a Ed. Sinal Verde, SP; “A Face Oculta das Religiões”, Ed. EBM, SP; “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”. Ed. EBM, SP; “O Espiritismo Segundo a Bíblia”, Ed. e Distribuidora de Livros Espíritas Chico Xavier, Santa Luzia, MG; e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte, MG, www.literarium.com.br
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Nossas Buscas

*João Bosco Leal
 
   Podemos sentir diferentes, mas verdadeiros tipos de amor por pessoas distintas, como nossos avós, pais, filhos, namoradas, esposas ou outras.
Independentemente de por quem nutrimos esse sentimento, o importante é que amar faz bem a quem ama e a quem é amado. Entretanto, nem sempre isso é possivel e constantemente se observa amores não correspondidos, o que torna esse amor bastante dolorido para quem o sente.
   Motivos diversos, como maiores ou menores afinidades entre duas pessoas - mesmo pais e filhos -, podem levar a sentimentos muito dolorosos para quem ama e percebe não ser amado, por não entender como, com tanto para dar, muitas vezes sequer é notado, ou é preterido por outra que sabe não amar aquela pessoa como ela.
   Há pessoas que dizem manter ou haver mantido um relacionamento por “dó” do outro, que muito lhe amava, o que gera a destruição das duas vidas, uma por não ter seu amor correspondido e da outra por permitir uma situação em que não possui felicidade e nem permite que o outro - mesmo que com um sofrimento inicial -, tenha a oportunidade de encontrar outra pessoa que o ame.
   Um dos principais motivos de tantos relacionamentos fracassarem é exatamente o fato da maioria das pessoas não serem mais capazes de permanecer só por um tempo, e com isso acabam se unindo ao primeiro que aparece, sem pensar que de nada adiantará, não durará, ou que podem provocar dor no outro e, mesmo após perceberem haver errado, adiam rupturas simplesmente para não ficarem sós.
   A história mostra centenas de casos de crimes ocorridos por causa de sentimentos de pessoas que se sentiram traídas, menosprezadas ou até as que cometeram suicídio por terem sido impedidas de ficarem juntas, como Romeu e Julieta.
Entretanto, através dela também é possível saber de milhares de casos de amores correspondidos, bem sucedidos, de pessoas que, juntas, construíram lindas histórias de amor e vida.
Porém, na sociedade atual, com milhões de casamentos desfeitos, é comum vermos pessoas buscando novos relacionamentos, sem demonstrar ter aprendido o básico em qualquer um dos seus anteriores.
   O ponto de partida para o sucesso amoroso é, necessariamente, a correspondência de sentimentos. Nenhum deles obterá sucesso se for dedicado somente por um dos lados. Amizades, namoros ou casamentos jamais sobreviverão com um desejo unilateral.
Mesmo os que fracassaram em diversas tentativas não devem desistir, pois certamente aprenderam algo e amadureceram com cada uma delas e o próximo encontro pode ser com a pessoa que sempre buscou.
   A busca deve ser por alguém capaz de transformar pequenos instantes em grandes momentos.

*João Bosco Leal    - www.joaoboscoleal.com.br
Jornalista e empresário

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A ADORAÇÃO A LULA

*Percival Puggina


          Atravessou os últimos sete anos sem esclarecimento cabal a incompatibilidade entre a consagração que o povo brasileiro dedica ao ex-presidente Lula e o que esse mesmo povo diz quando chamado a opinar sobre a moralidade da conduta de terceiros. Alguns analistas consideram, com bastante razão, que o brasileiro médio não consegue conectar o que pensa com o que faz. Simetricamente, as ações e omissões de Lula na vida real não influenciam o juízo que esse mesmo cidadão faz do ex-presidente.

          Já saiu de cartaz e vai para a amnésia seletiva a operação da Polícia Federal que revelou as relações promíscuas da personagem Rosemary com pessoas envolvidas em corrupção. Os fatos, que teriam tudo para abalar fortemente a imagem de Lula sequer lhe fizeram cócegas. No entanto, um breve resumo do que se tornou público mostra a gravidade das revelações. Vejamos: a) Lula tinha um affaire com Rosemary (até aí nada que mereça interesse, a não ser de alguma vizinha fofoqueira); b) para tornar mais fáceis essas relações, ele criou um cargo federal em São Paulo, designou Rosemary para esse posto e transferiu para nós, pagadores de impostos, o ônus de sua manutenção (aqui os problemas já entram para o campo político e penal, de onde não mais sairão, ainda que sobre eles se estejam empilhando as páginas do tempo); c) com o mesmo intuito de favorecer os encontros entre ambos, Lula inseriu a amiga nas comitivas que o acompanharam em dezenas de roteiros internacionais, com livre acesso aos seus aposentos privados, transformando em motel a aeronave presidencial; d) num arroubo tão sem propósito quanto o de Calígula ao incluir seu amado cavalo Incitatus na lista dos senadores de Roma, Lula fez com que fosse fornecido passaporte diplomático à sua teúda e nossa manteúda, dando-lhe status de servidora do país no cenário internacional; e) obviamente, a condição de servidora "pública" em missão diplomática, credenciou Rosemary às diárias pagas aos funcionários em tais situações; f) para ocultar todos esses fatos ao conhecimento da matriz, Lula, contrariando rigorosos dispositivos que regem as viagens aéreas, exigia que o nome da filial fosse suprimido das listas de passageiros embarcados na aeronave presidencial.

          Os leitores destas linhas sabem que tudo isto é fato. Aliás, fato que tão logo divulgado constrangeu a presidente Dilma a extinguir o cargo que a nossa manteúda ocupava no tal escritório de representação do governo federal em São Paulo. E o ex-presidente, a despeito de sua situação de homem público e de suas responsabilidades em relação aos próprios atos, manteve-se quieto como, digamos assim, um guri cujas fraldas precisam ser trocadas.

          Mesmo assim, o efeito dessas revelações sobre a imagem e o prestígio de Lula é igual a zero. Efeito nenhum. Ora, se forem verdadeiros os sempre altíssimos percentuais de apoio ao ex-presidente, é provável que muitos leitores destas linhas tenham o maior apreço pelo nosso Berlusconi matuto. Mas é inegável que o objeto desse apreço é um perfeito velhaco.

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* Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013




HONREMOS A BÍBLIA MOSAICA, MAS SIGAMOS A CRISTÃ EM NADA JUDAICA

*José Reis Chaves   

Criou-se uma mentalidade errada de que até uma vírgula na Bíblia é de autoria de Deus. Assim ensinava a Igreja no passado. Hoje, são nossos irmãos evangélicos que, em sua maioria, ainda assim pensam.
No princípio, a Bíblia só existia oralmente, de pais para filhos. E como era 1 para cada 10.00 pessoas que sabia ler, não era tão importante que ela existisse também por escrito, a não ser como um documento. Devemos a Bíblia Católica a São Jerônimo, que escolheu e traduziu os livros que a formam, ou seja, a Vulgata Latina. São 46 livros do Velho Testamento e 27 do Novo. A Bíblia dos protestantes e evangélicos só tem, no Velho Testamento, 39 livros. É que Lutero tirou 7 deles, seguindo a Bíblia Judaica, que só tem o Velho Testamento e com 39 livros.
A Bíblia tem um conjunto de leis humanas ou mosaicas e um de leis divinas ou naturais. As mosaicas só valeram para os judeus da época de Moisés e, em parte, para os judeus de hoje. Por exemplo, não comer carne suína e de camelo, e lavar as mãos antes das refeições. Todos nós nascemos com as leis divinas (Decálogo) já gravadas na nossa consciência, como o Quinto Mandamento que proíbe matar.
As leis mosaicas são uma espécie de constituição do povo judeu da época de Moisés. Uma boa parte delas tem a ver com a questão da saúde pública do povo judeu e com os seus deveres e direitos. Hoje, a maior parte delas não é mais seguida pelos judeus. Porém há cristãos, principalmente os evangélicos que, ainda hoje, se preocupam mais com o seguimento das leis mosaicas, que são 613, do que com as leis divinas, mais presentes no Novo Testamento. Uma das leis mosaicas é a do Deuteronômio capítulo 18, em que Moisés proíbe o contato com os espíritos dos mortos. É que as pessoas que se ocupavam dos contatos com os espíritos faziam isso comercialmente o que é um grande erro, já que o dom mediúnico nos é dado gratuitamente e deve ser dado também gratuitamente. Ademais, O povo era muito ignorante, não conhecendo nada de mediunidade, sem a qual não se conseguem contatos com os espíritos, surgindo assim os enganadores do povo, dizendo-se profetas ou médiuns sem o serem. Em Números 11: 24-30, Moisés elogia Heldade e Medade por estarem recebendo espíritos e profetizando. É que ele sabia que os dois eram mesmo profetas ou médiuns honestos e não cobravam pela sua mediunidade. E os dois demonstram-nos que as profecias são mesmo feitas por espíritos através dos profetas ou médiuns. E, assim, temos, pois, dois profetas: o espírito manifestante, que deve ser examinado (1 João 4:1), e o profeta ou médium, que deve ser íntegro e devotado, para que não sejamos enganados com falsas profecias. Os espíritos dos profetas (espíritos) são subordinados aos profetas (médiuns). (1 Coríntios 14:32). E observemos que o Novo Testamento não proíbe a comunicação com os espíritos, e que próprio Jesus se comunicou com os espíritos de Elias e Moisés na Transfiguração. Aliá, se Moisés proibiu o contato com os espíritos dos mortos, é porque esse contato existe mesmo! 
E se nós devemos distinguir os espíritos bons dos maus (1 João 4:1), devemos distinguir também as leis divinas das mosaicas, entre as quais há um abismo!
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“Transição” na Rede TV, aos domingos, às 16h15. E na Rede Mundo Maior, por antena parabólica digital e pelo www.redemundomaior.com.br, 
“Presença Espírita na Bíblia”, às quintas-feiras, às 20h, com reprise aos domingos, às 23h, apresentado pelo colunista (José Reis Chaves).Para perguntas e sugestões: penb@redemundomaior.com.br e rede@redemundomaior.com.br
 
Parabéns ao jornal O TEMPO, por ser o quality paper mais vendido nas bancas de Minas Gerais.
*Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO,  pode ser lida também no site www.otempo.com.br   Clicar o item “TODAS AS COLUNAS”. Podem ser feitos comentários abaixo da matéria sobre ela e outros comentários. Ela está liberada para publicações. Ficarei grato pela citação nelas de meus livros: “Presença Espírita na Bíblia“, Ed. Chico
Xavier em Parceria com a Ed. Sinal Verde, SP; “A Face Oculta das Religiões”, Ed. EBM, SP; “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”. Ed. EBM, SP; “O Espiritismo Segundo a Bíblia”, Ed. e Distribuidora de Livros Espíritas Chico Xavier, Santa Luzia, MG; e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte, MG, www.literarium.com.br
Seus livros podem ser adquiridos por: Telefone (31) 3373-6870 Email: jreischaves@gmail.com com a Ed. Chico Xavier, www.editorachicoxavier.com.br Telefone: 0800-283-7147, a Ed. Sinal Verde: www.sinalverdelivros.com.br Telefone:
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013



CENTRO/CENTRO-DIREITA EM DEBATE: A SITUAÇÃO PÓS-CRISE-2008!


       
1. A crise de 2008 não produziu apenas consequências econômicas. Também produziu e produz consequências políticas. O ultra-liberalismo nos mercados financeiros ficou com o peso maior da responsabilidade. Seguiram-se na Europa e nos EUA medidas regulatórias, incorporando outros países no G-20 para aumentar a base de legitimação.
       
2. Como consequência na Europa, a comunicação política, o discurso liberal saiu do palco. Inicialmente, as reuniões dos partidos de centro/centro-direita (CCD) enfatizaram a questão dos valores como razão para os abusos especulativos. Em seguida, foram agregadas as questões de ordem econômica e fiscal.
       
3. Na Europa há um claríssimo relançamento das ideias democrata-cristãs. No início de 2011, em Roma, uma reunião de dois dias com pesquisadores e políticos levantou a memória do pensamento democrata-cristão e projetou seus novos espaços. Na Alemanha o partido Liberal (FDP) corre sério risco de ficar fora do parlamento nacional na eleição de setembro de 2013. Na França, os partidos de CCD iniciam um processo de reestruturação política, facilitado pelos problemas do governo socialista. A inércia da esquerda e da direita abre espaços à anti-política (Piratas, MV5...).
       
4. O CDU de Angela Merkel sublinha sua natureza democrata-cristã e avança na questão ambiental. Recentemente, na Itália, o primeiro-ministro Monti renunciou e lançou uma ação coordenada de partidos de CCD, em base ao pensamento democrata-cristão. O Vaticano destacou e elogiou. A Democracia-Cristã da Itália, depois de 50 anos no poder no pós-guerra, naufragou num mar de corrupção. Quinze anos depois volta renovada, com um partido núcleo reproduzindo a sigla do CDU alemão.
       
5. As questões econômicas e fiscais foram adaptadas. Como financiar o Estado de Bem Estar na Europa? Não há mais espaço para déficit/dívida fiscal. Não se trata mais –dentro do escopo liberal anterior- pensar no setor privado linearmente. O alcance da regulamentação estatal ampliou e de forma drástica em nível financeiro e avança em nível institucional e fiscal.
       
6. A discussão sobre Valores, que vinha apenas sublinhada pelas questões relativas à Liberdade –latu sensu-, agora vem adjetivada: Valores Cristãos. Passou-se a um relacionamento com o mundo islâmico, respeitando as suas culturas, sem se exigir a cópia do modelo ocidental de democracia-liberal. Partidos Islâmicos já se integram a IDC (internacional de centro), que tem como base o PPE, líder no parlamento europeu.
       
7. E, finalmente, em nível econômico, não se trata mais do setor privado fazer melhor, mas com o dinheiro dos governos. Se o setor privado assumir funções públicas, deve fazê-lo com os próprios recursos, buscando um nível de produtividade e qualidade que permita prestar melhores serviços sem encarecer –ou mesmo reduzindo custos- para a população.
      
8. Na Europa, essa mudança –valores, estado e economia- é amplamente hegemônica. Nos EUA, os republicanos levaram um susto em 2012 pelo perfil do voto de Obama e estão levando o Tea Party de volta para o museu.
      
9. Na América Latina há um evidente atraso nos partidos e forças de CCD. Na medida em que a crise aqui não teve o impacto de lá, se insiste em nível dos Valores com as questões de Liberdade e em nível do Estado e da Economia com o mesmo discurso liberal anterior. Por isso, a onda populista ainda não reverteu no continente. E a economia, de longe, de maior sucesso na América Latina e uma das 5 de maior sucesso no mundo –o Chile- vê, sem entender, seu presidente, gestor do sucesso econômico, amargar a pior avaliação latino-americana. E as eleições de fins de 2013 estão mordendo seus calcanhares.


Transcrito do Ex-Blog do César Maia de 17 de janeiro.