domingo, 28 de setembro de 2014


DESABAFO DO COMANDANTE DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO

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COMENTO:

Um depoimento muito equilibrado,sério e comovente. Ao mesmo tempo, eu o considero constrangedor para todos nós, integrantes da sociedade brasileira. Sociedade que vem demonstrando uma enorme apatia e falta de sensibilidade. Parece anestesiada, preocupada apenas com o seu prazer, o ganho imediato, a vantagem que pode obter através desse ou daquele político. Reage somente, quando é atingida direta e individualmente, não tem uma visão abrangente dos problemas e das consequências mediatas ou futuras. Gosta de ser enganada politicamente e aposta perigosamente no exótico, na aventura. Dentro dessa macro responsabilidade, uma parcela predominante pertence a imprensa e aos nossos chamados "formadores de opinião".
Desculpem o desabafo, mas eu considero a sociedade brasileira, fruto de diversos aspectos, atualmente, em estado canceroso. Basta avaliar criticamente a qualidade dos candidatos que os partidos tem o descaramento de apresentar para as eleições em todos os níveis.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014


PESQUISA DO IBOPE MOSTRA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL INDEFINIDA ESPECIALMENTE EM RELAÇÃO À MARINA E AÉCIO!
 
          
1. O último Ibope quis saber do eleitor a certeza dele em relação à sua intenção de voto. 67% dos eleitores potenciais de Dilma afirmaram que a decisão sobre Dilma é definitiva. 57% afirmaram o mesmo sobre Marina. E 61% afirmaram o mesmo sobre Aécio.
          
2. Aplicando sobre as intenções de voto estas porcentagens, o resultado da mesma pesquisa Ibope seria: 26,2% já decidiram votar em Dilma; 16,5% já decidiram votar em Marina e 11,6% já decidiram votar em Aécio. Ou seja, 45,7% dos eleitores podem mudar seu voto até a eleição. Se é assim para presidente, algo parecido e mais acentuado deve ocorrer para governador. E muito mais para senador e deputados estaduais e deputados federais.
          
3. Portanto, após marcarem sua intenção de voto, ainda se encontram indecisos em alguma medida. Ainda se teria que agregar os que não marcaram nenhum candidato e que podem deslizar para uma candidatura. E a imprevisível taxa de abstenção+brancos+nulos.  A diferença entre Dilma e Marina até abre um pouco: de 9 pontos passa a quase 10 pontos. Mas a diferença entre Marina e Aécio que, na pesquisa induzida, era de 10 pontos, cai para 4,9 pontos, menos da metade.
          
4. Esses números refletem algo que este Ex-Blog vem dizendo desde o início da campanha. As ruas frias mostram um eleitor ausente depois de tantos escândalos e letargia econômica. Uma espécie de protesto pelo silêncio. E mostra também que o impacto da morte do governador Eduardo Campos sobre a vontade de votar em Marina se diluiu.
          
5. No dia da eleição a vantagem de Dilma e Aécio crescerá por terem controle de máquinas em nível federal, estadual e municipal. Ou como alguns preferem: terem muito maior capilaridade, o que pode agregar alguma coisa pela proximidade dos candidatos a deputado de Dilma e de Aécio com o eleitor em cima da eleição: a quase boca de urna.
          
6. Não são poucas as eleições que a mensuração pelos que estão totalmente convencidos mostra um resultado diferente que se afirma na urna. Em 2000, na eleição para prefeito do Rio, Cesar Maia havia ultrapassado Conde no voto cristalizado na quarta-feira. Mas na pesquisa induzida ele só alcançou Conde no sábado.
          
7. Esta dinâmica deve ser levada em conta para a comunicação dos candidatos para os debates na TV, para a presença das campanhas nas ruas, desde esse fim de semana até 4 de outubro véspera da eleição. Faltam 9 dias.



Transcrito do Ex-Blog do César Maia de 26 de setembro.

Comento: A análise acima, na minha opinião, ainda remete à possibilidade de uma modificação dos candidatos que passarão para o segundo turno. Não deixando de considerar as manipulações das referidas pesquisas, buscando influenciar os eleitores indecisos. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014



DECADÊNCIA GENERALIZADA

Economista Marcos Coimbra*

*Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.


            Nosso amado Brasil está sofrendo infelizmente as graves consequências ocasionadas pelas pífias administrações que assolam o país há 20 anos. De fato, são duas faces da mesma moeda, o PSDB e o PT. Porém, a situação foi agravada acentuadamente nos últimos quatro anos.
A imagem vendida por Lula de que Dilma seria uma eficiente gerente não corresponde à realidade.
Principia pela ausência de um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Para a reeleição, até agora também nada, a menos de duas semanas do pleito. Comenta-se que existem duas razões principais para isto: de fato, não há projeto e aquilo que existe não pode ser apresentado, devido ao conflito existente entre o pensamento da presidente e o do PT. Outros asseveram que a coordenação da campanha petista não quer deixar o flanco aberto para críticas. Desejam um cheque em branco do eleitorado para fazerem aquilo que quiserem após as eleições.
Continua pela péssima gestão demonstrada em sua administração. Órgãos antes respeitados internacionalmente, motivo de orgulho para os brasileiros, começam a cometer erros gritantes, causando danos severos às respectivas imagens. Recentemente, exemplos flagrantes são:
1) a sucessão de escândalos envolvendo a maior de nossas empresas, símbolo da competência brasileira, a qual está dentro do coração de todos os patriotas ainda existentes no país, a nossa maltratada Petrobras, em função principalmente do loteamento político-partidário de seus principais cargos, entregues a políticos ávidos por recursos e poder, incompetentes e inescrupulosos, a saquear nosso patrimônio;
2) o equívoco cometido pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República, em pesquisa realizada em março do corrente ano, sobre tolerância com estupro ao dizer que 65% dos entrevistados concordam que mulheres com roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas, quando o correto é 26%, segundo declaração retificadora feita em abril;
3) o grave erro cometido pelo respeitado Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pela primeira vez em sua principal pesquisa, ou seja, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013) que mostra o retrato socioeconômico do país, com dados do mercado de trabalho, educação e acesso a bens do pais, quando expandiu o peso de regiões metropolitanas em sete estados do Brasil, ocasionando vários erros, corrigidos rapidamente, em função do alerta de usuários do órgão. O principal deles foi no relativo ao Índice de Gini, o qual estava em 2012 em 0,496, foi para 0,498 no dado anunciado preliminarmente, caindo para 0,495, após a correção anunciada (quanto mais próximo de zero, mais igualdade na repartição de renda).
A diretora-executiva do sindicato de funcionários do IBGE, o ASSIBGE-SN, Ana Magni, afirmou na semana passada que o erro na Pnad é resultado das más condições de trabalho no instituto, com poucos recursos materiais e humanos para um excesso de trabalho e prazos apertados. “É um alerta que vínhamos fazendo: muito pouca gente, para muito trabalho e pressão de prazos. É um erro básico, que pode ocorrer com qualquer um que tenha que trabalhar com essa pressão” asseverou ela. Na sua avaliação, a situação hoje é ainda pior do que durante a greve, entre os dias 26 de maio e 12 de agosto, já que o Ministério do Planejamento anunciou novos cortes no orçamento do IBGE (do total pedido de R$766 milhões para o orçamento de 2015, foram amputados R$ 562 milhões). Além disto, de acordo com o Sindicato, existem mais de 3.700 funcionários do IBGE com mais de 26 anos de tempo de serviço, perto de se aposentar.
É oportuno salientar que a taxa média do desemprego das seis principais regiões metropolitanas no país não foi divulgada nos meses de maio, junho e julho, por causa da greve, bem como o IBGE já havia sofrido uma crise institucional este ano, quando a administração federal decidiu interromper a divulgação dos dados da Pnad Contínua, que acompanha o mercado de trabalho, voltando atrás devido à reação do corpo técnico do órgão. Outras pesquisas previstas já serão atingidas, como a Contagem da População e o Censo Agropecuário, que deveriam ter o planejamento iniciado em 2015, mas foram suspensas em setembro.
E estes exemplos repetem-se em muitos outros setores.  De fato, o Brasil real é muito diferente do Brasil virtual apresentado na propaganda eleitoral petista. Nunca antes na história deste país houve tamanha manipulação de dados e fatos, uso escancarado da máquina pública para reeleger a quem está causando tantos malefícios ao povo brasileiro, abusivo emprego de vultosos recursos de origem desconhecida. É urgente providenciar a alternância no poder, propiciando oportunidade a quem possa empreender uma alteração radical nos descaminhos identificados ao longo destes últimos anos. Chega de corrupção!
À luta, brasileiros, enquanto ainda é possível realizar ações concretas para eliminar a incompetência e os “malfeitos” existentes. Ainda existe esperança, apesar da vulnerabilidade da apuração eletrônica com urnas de primeira geração, só utilizadas pelo Brasil.
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Página: www.brasilsoberano.com.br (Artigo de 24.09.14-MM).

Recebido por e-mail.

 


MAS..., 72% NÃO QUERIAM MUDANÇAS NESSA ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE? E A ECONOMIA, ESTÚPIDO?
 
                  
1. As pesquisas de opinião nos últimos meses repetiram uma pergunta e obtiveram respostas semelhantes. Queriam saber do eleitor se nesta eleição para presidente queriam mudanças ou manter a situação governamental atual.  Em todos os casos a resposta é que queriam mudanças. Numa média de várias pesquisas divulgadas pelos principais institutos, 72% queriam mudanças.
                  
2. Por outro lado, a avaliação do governo Dilma vinha caindo –pesquisa a pesquisa- até aproximar o Bom+Ótimo do Ruim+Péssimo. Ao lado disso tudo, a economia naufragava, até atingir o patamar atual de crescimento de 0,5% em 2014, menor que o crescimento da população. Quando o governo se sentiu aliviado com a culminação das prisões pelo mensalão, surge a delação premiada de um ex-diretor da Petrobrás, com fatos e números escabrosos.
                  
3. Mas no último Ibope publicado nesta semana, Dilma ampliou sua vantagem, alcançando 38% de intenções de voto.  Será que algumas dessas afirmativas de especialistas caem por terra? Dilma lidera apesar de 72% quererem mudanças, Dilma lidera apesar de sua avaliação ser sofrível. Dilma lidera apesar de a economia naufragar contrariando a máxima –"É a economia, estúpido!"
                  
4. É claro que a eleição não terminou, mas hoje os analistas não fazem mais os mesmos prognósticos, com as mesmas intensidade e certeza de antes. É provável que na primeira fase (com Eduardo Campos), os candidatos de oposição não vestiram suficientemente a roupa da mudança com afirmações claras. Na segunda, com a entrada da Marina, o foco mudou, na medida em que Aécio precisa derrubar Marina para ir ao segundo turno e Dilma precisa derrubar Marina para entrar no segundo turno com vantagem confortável. As mudanças não acompanharam a comunicação de campanha em dose suficiente.
                  
5. A avaliação declinante de Dilma levou até estudiosos construírem uma equação de fronteira abaixo dos 35% como derrota certa. Este Ex-Blog chamou a atenção na época que a própria campanha com tempo de TV generoso tem reconstruído os governos, ou criado governos virtuais. E deu vários exemplos.  Dilma é mais um. No início da campanha igualava o Ótimo+Bom com Ruim+péssimo.  Agora tem 39% contra 28%. Açodamento dos estudiosos.
                  
6. Finalmente a famosa afirmação “É a Economia, Estúpido”, de James Carville, da primeira eleição de Clinton, naufraga?  Na verdade a economia para fins eleitorais não se traduz em siglas, ou questões fiscais, ou cambiais ou financeiras. Certamente estas terão repercussões para o eleitor no próximo governo. Mas neste, a “economia” que importa é a economia do bolso, em curto prazo, ou seja, emprego e renda. E estas, à custa de malabarismo proto-keynesianos se mantêm, transferindo a conta para 2015.
                  
7. Mas as 3 afirmações são válidas? Sim, mas analisadas na dinâmica da própria campanha, e não como regras e equações rígidas, como se a opinião pública fosse definida ex-ante, pré-definida pelos estudos publicados. E se pudesse aplicar técnicas econométricas para projetar resultados eleitorais.  Isso seria igualar países e eleitores e épocas e situações e candidatos/equipes, muito diferentes, como se fosse elementos constantes.


Transcrito do Ex-Blog do César Maia de de 25 de setembro. 

 



                         OVERDOSE PODE MATAR

Percival Puggina*


          Numa parte do jornal, lê-se sobre delação premiada para esclarecimento dos escândalos da Petrobras. A "base" treme nas bases com as informações e com a divulgação de uma lista de beneficiários que não para de crescer e já leva 150 nomes com as respectivas cifras. Rola dinheiro grosso na caverna de Ali Babá.

          Enquanto, no Mensalão, os líderes dos partidos da base abraçaram a encrenca e não expuseram os colegas para os quais repassaram os valores recebidos através do esquema, no caso do Petrolão a relação de beneficiados vem cheia e os números são enormes. Mensalão é troco diante do Petrolão.

          É o que se lê numa parte do jornal. Noutra, a notícia é um chute na consciência cívica: um comício promovido em favor da candidata Dilma Rousseff culminou com carinhoso e efusivo abraço da base do governo e suas massas de manobra ao edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro. Imagino que as ações da empresa, agora sob tão vigorosa proteção, se elevem a um novo patamar...   

          É de se ver as imagens. Todos os participantes da encenação acalentando responsavelmente a empresa que, segundo denúncias e muitas evidências (com dinheiro já sendo buscado de algumas contas no exterior), vinha sendo esfolada e canibalizada nos esquemas de sustentação financeira do poder que hegemoniza a República.

          A política brasileira vive momentos em que a caradurice virou arte. Já não se trata da simples articulação entre insensibilidade moral e falta de constrangimento social. É uma obra de arte envolvendo estratégia, retórica, publicidade, senso de oportunidade e, claro, absoluto desprezo pelo discernimento alheio.

          Por enquanto, vem funcionando. O prestígio do governo sobe junto com a onda de escândalos. Mas sempre há o risco de morte da estratégia por overdose de estratégia.

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* Percival Puggina (69),  membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e  titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.   

Recebido por e-mai.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014




MARINA OU DILMA: NEOCOMUNISMO COM PAI NOSSO OU SEM PAI NOSSO?

Percival Puggina*


          Atribui-se ao jornalista Cândido Norberto a frase segundo a qual, em política, pode acontecer tudo, inclusive nada. Por exemplo: pode explodir um avião sobre o cenário eleitoral; pode acontecer algo enigmático, tipo vir à superfície mais um escândalo e o governo melhorar sua posição. E também pode acontecer nada, pelo simples motivo de que parcela imensa da população, em flagrante desânimo, joga a toalha no ringue. As pesquisas desta semana indicam que nação está agendando um encontro de boi com matadouro. E vai abanando o rabo na direção de um entre dois neocomunismos: o sem Pai Nosso de Dilma ou o com Pai Nosso de Marina.

          É possível que o leitor destas linhas pense que estou paranóico. Não, meu caro. Pergunto-lhe: você leu o documento final do 20º Encontro do Foro de São Paulo (aquela organização que a grande mídia nacional diz que, se existe, não fede nem cheira?). Quem lê o referido documento não só fica sabendo que o bicho existe, mas que é poderoso e bate no peito mostrando poder. O texto exalta o fato de que, em 1990, no grupo de partidos alinhados sob essa grife, apenas o PC Cubano governava um Estado nacional. Hoje, estão sob manto do FSP, entre outros, Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, El Salvador e Nicarágua. Se observar bem, verá que a lista contém a nata dos comunismos e socialismos bolivariano, cocaleiro, maconheiro, bananeiro e por aí vai. E se escrutinar caso a caso vai encontrar dirigindo esses países, em seus vários escalões, aos cachos, ex-guerrilheiros comunistas que, em momento algum, extravasaram arrependimento ou deserção das antigas fileiras. Uma parceria e tanto, essa que o Brasil integra na condição de grande benemérito e tendo o PT como sócio fundador.

          O Foro de São Paulo, como bem mostra Olavo de Carvalho, é a chave de leitura para o que acontece, não apenas na política nacional, mas nas nossas universidades, na nossa economia, nos negócios externos e na tal geopolítica "multipolar" que nada mais é do que um passo adiantado na direção de um projeto de hegemonia e totalitarismo sobre a região. E é para lá que vamos se, confirmando-se o dito com que abri este texto, já aconteceu tudo e nada mais há para acontecer.

          Se olharmos pela janela, veremos que a economia brasileira está parando. A cartola de sortilégios do ministro Mantega está tão vazia quanto os cérebros que nos governam. O que houve? Nada que não possa ser explicado pela sujeição nacional a um governo com estratégias erradas. A Venezuela já não está com polícia nos supermercados? Não se contam cinco décadas de escassez e filas em Cuba? A outrora próspera Argentina, não se encontra em plena decadência?

          As parcerias do FSP adotam exitosas técnicas de sedução eleitoral. Mas exercem o poder de modo desastroso. E Marina vem na mesma toada. Ela nasceu para a política como líder comunista. Revoltada com a vida e com o mundo, como costumam ser os líderes comunistas. Marina não entendia o motivo pelo qual abrir trilha na floresta e riscar casca de seringueira não transformava o cidadão acreano num próspero suíço. Saiu da floresta, estudou, ganhou mundo, quer presidir o Brasil. Mas se não esconjurar as ideias que tinha quando ministra, ela é um apagão eminente.

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* Percival Puggina (69),  membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e  titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.   

Recebido por e-mail.


ViVerdeNovo: OBJETIVOS DO MILÊNIO

ViVerdeNovo: OBJETIVOS DO MILÊNIO:



Na Organização das Nações Unidas, o Brasil, entre outros países, firmou o compromisso para chegar ao ano de 2015 zerando a fome e a miséria...


PERSPECTIVAS DANTESCAS PARA O RIO DE JANEIRO

Economista Marcos Coimbra*
*Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.

            Desta vez, a situação ficou fora de controle. Se há dúvida quanto ao candidato a ser votado no tocante à eleição presidencial, imagine no relativo ao pleito estadual no Estado do Rio de Janeiro. Nenhum dos candidatos postulantes ao cargo, em especial os quatro principais, é merecedor da confiança do sofrido eleitor fluminense.
            Em São Paulo, a qualidade dos candidatos, independentemente de filiação partidária, é bem melhor, oferecendo aos eleitores escolha satisfatória. No Rio, vamos ter que continuar a votar no menos pior, conscientes de que a opção pela abstenção, pelo voto nulo ou em branco vai contribuir para o agravamento da nossa situação.
            O candidato da situação é um fiel representante do ex-governador Cabral e dos componentes de seu grupo, no qual se destaca o ex-dono da Delta, Fernando Cavendish, que apareceram em uma festa em Paris com guardanapos em forma de “bandanas” na cabeça. É o candidato possuidor dos maiores recursos para a campanha e é apoiado pelo alcaide do município do Rio de Janeiro, fato que já o torna desmerecedor do voto do eleitor consciente e bem informado. Representa a continuação da administração abaixo da crítica exercida por seu partido. A notícia alvissareira foi a desistência do Sr. Cabral em concorrer nestas eleições, esperando que seja definitiva, a exemplo das excelentes novas do afastamento da vida pública do senador José Sarney e da governadora Roseana, sua filha. É oportuno lembrar que tanto Cabral quanto Roseana, “por coincidência”, ambos estão na lista divulgada pelo Sr. Paulo Roberto Costa em sua delação premiada, apontados como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. É impossível votar neste candidato.
            O candidato petista senador Lindbergh responde a 15 inquéritos e a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal, segundo o site Congresso em Foco. Em junho, o ministro Gilmar Mendes, autorizou a quebra de sigilos fiscal e bancário de servidores, empresários e pessoas ligadas aos contratos firmados entre Nova Iguaçu e a empresa Rumo Novo Engenharia Ltda., no período em que Lindbergh foi prefeito da cidade. Mendes decidiu em favor de um pedido do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, que leva adiante um inquérito instaurado no Ministério Público do Estado do Rio para apurar irregularidades em licitações e execuções de obras em Nova Iguaçu.
No mesmo mês, o ministro Dias Toffoli, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lindbergh entre janeiro de 2005 e dezembro de 2010. A abertura dos dados é parte de inquérito no qual o parlamentar é investigado por supostas fraudes ao Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu. O prejuízo é estimado em R$ 356 milhões. Em abril, no entanto, antes de ser acusado no inquérito que investiga o rombo milionário do dinheiro dos aposentados da prefeitura, Lindbergh Farias foi alvo de mais uma ação. O processo por improbidade administrativa - o 13º movido contra ele pelo Ministério Público do Rio de Janeiro - acusa o senador de usar dinheiro da prefeitura de Nova Iguaçu para pagar as despesas de um “showmício” petista.
O deputado federal Garotinho em abril de 2000, quando era governador do RJ, enfrentou uma enxurrada de denúncias que atingiam o alto escalão de seu governo. Boa parte das acusações recaía sobre os integrantes da chamada Turma do Chuvisco, assessores que acompanhavam o governador desde Campos, sua cidade natal e base política. O grupo, cujo nome faz referência a um doce típico de Campos, era acusado de favorecer empresas em concorrências públicas e firmar contratos sem licitação. Com o passar dos anos, Garotinho acrescentou denúncias cada vez mais graves ao currículo e acabou na mira da Polícia Federal.
A Operação Segurança Pública S.A., de 2008, resultou em seu indiciamento por quadrilha armada, sob a suspeita de ter usado seu período no Palácio Guanabara (e também o de sua mulher, Rosinha) para acobertar as ações de um grupo de policiais que, encastelados na chefia da Polícia Civil, atormentou o Rio de Janeiro cometendo ilícitos variados. A lista inclui facilitação de contrabando, formação de quadrilha, proteção a contraventores, cobrança para nomeação de delegados, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva. E ainda existe a denúncia da ÉPOCA de desvio de dinheiro público, envolvendo a GAP Comércio e Serviços Especiais, uma locadora de veículos próxima à família Garotinho. A sigla GAP reproduz as iniciais de seu dono, o empresário George Augusto Pereira. Documentos obtidos por ÉPOCA mostram que George Augusto não existe no mundo das pessoas de carne e osso.
O bispo licenciado da Igreja Universal Crivella, sobrinho do bispo Edir Macedo, lançou o projeto de irrigação da Igreja Universal do Reino de Deus no chamado “Polígono das Secas”, através da ONG Fazenda Nova Canaã, tendo lançado um CD que vendeu mais de um milhão de cópias. O lucro foi investido na compra de 450 hectares de terras em Irecê (BA) em 1999. Quando empossado como ministro da Pesca, ele foi acusado de usar a estrutura do próprio ministério para ajudar a sua ONG para entrar no mercado da carne de tilápia na Bahia. A revista ISTOÉ publicou uma matéria para mostrar que haveria “uma inequívoca utilização do cargo público em benefício pessoal”.
E agora, José? A esperança reside em uma inspiração divina.
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Página: www.brasilsoberano.com.br (Artigo de 16.09.14-MM).